terça-feira, 15 de março de 2011

19 de Março - Dia de Indignação e Protesto!


19 de Março, grande dia de luta nacional contra os ataques aos direitos dos trabalhadores e a rapina ao povo. Dia de Indignação e Protesto convocado pela CGTP. Os ventos da revolta popular inundarão as ruas de Lisboa vindos dos locais de trabalho por todo o país.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Socialismo é Liberdade, Capitalismo é uma tortura quotidiana

«Angela Merkel, a chanceler alemã, por vezes parece mesmo convencida de que os largos milhares de trabalhadores desempregados ou precários, os largos milhares de jovens a chegar aos trinta anos vivendo em casa dos pais, sem trabalhar e, obviamente, já sem estudar, os muito milhares de reformados com pensões miseráveis, os funcionários públicos a quem cortam os salários, enquanto estes vão vendo as fortunas fabulosas que outros acumulam mesmo debaixo do seu nariz, os professores diariamente desrespeitados, os alunos usados para malabarismos estatísticos demagógicos, a indústria nacional indigente, os agricultores e a agricultura, a pesca e os pescadores, pouco mais que moribundos... dizia eu, por vezes parece que a senhora pensa mesmo que todas estas pessoas são mais felizes, mais realizadas profissionalmente, têm melhores garantias no trabalho, na escola ou na saúde... e até, mais liberdade, do que o que tinha ela própria e os seus pais, os amigos e os vizinhos, no seu país de origem, a RDA. Não têm!»*

Mais cedo que tarde, o povo alemão voltará a erguer uma Alemanha operária e campesina, representativa da vontade de todos os trabalhadores e governada por todo o povo através do seu partido, o Partido Comunista!

* retirado daqui, do blog do Samuel Cantigueiro

A crise em directo (rádio espanhola) - há que ter estômago para aguentar

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A Juventude Mundial contra o Imperialismo e pelas transformações sociais



Desde 13 de Dezembro que se realiza o 17º Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes, evento que se distingue com excelência na luta anti-fascista, a favor da paz e do progresso e a mobilização dos jovens contra as ofensivas anti-populares.

O Comité Nacional Preparatório do Festival enviou uma delegação portuguesa e podem seguir o seu diário a partir daqui. Viva o 17º FMJE!

sábado, 11 de dezembro de 2010

Os trabalhadores e a Imprensa

«Quando os trabalhadores ganharem só o suficiente para comer, dir-se-á na televisão que os trabalhadores comem demasiado»
- palavras de um camarada

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Até quando seremos saco de pancada dos "Mercados" - Greve Geral 24 de Novembro!






24 de Novembro, grande dia de luta dos trabalhadores portugueses contra os "mercados" e os seus serviçais políticos e mediáticos.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Sábado, Dia 20, Manifestação «Paz Sim! Nato Não!»



Mobilização contra a Barbárie Imperialista, a face bélica do Capital.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Todos por um Sahara livre!


«Desencadeado na sequência de reiteradas e inaceitáveis violações da legalidade e dos mais elementares direitos humanos e realizado quando se tentava o reatamento de negociações informais entre a Frente Polisário e o Reino de Marrocos, este ataque - que assumiu tenebrosos contornos e provocou vários mortos e feridos, incluindo crianças e idosos - é um particularmente grave exemplo da política de repressão e de terror de Marrocos e mais uma prova do constante bloqueio das autoridades marroquinas a um verdadeiro e justo processo de paz e de negociação com o povo do Sahara ocidental e os seus legítimos representantes – a Frente Polisário.»

- resto do texto.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Há 93 anos começou um novo capítulo da Humanidade...



...que todos os dias nos impele a continuá-lo. Viva a Grandiosa Revolução Socialista de Outubro!

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Questionam?! Mas quem?


Se há expressão que de tão repetida dentro em pouco se irá converter em axioma é a de que a democracia nunca foi tão questionada como hoje. É ver nas colunas de opinião e lá estão as catatuas engasgadas do regime mencionando uma ameaça abstracta sobre a democracia portuguesa.

A questão é...mas quem questiona? Será que estes ilustres desconhecidos a quem são dadas páginas inteiras nos jornais ou imagem e voz nas televisões andam aí pelas ruas, cafés e locais de trabalho a perguntar a quem passa se deseja o fim da democracia? Ou se queriam uma "democracia musculada"?

Quem é que lhes diz que questiona a democracia? Realmente acreditam que os bitaites contra os "políticos" de gente que não milita para lá do balcão do café nem se organiza noutra instituição além dos clubes de futebol contam para alguma coisa? Esses, se questionados a fundo, logo abandonam a postura altaneira pela covardia de quem fala sem pensar e admitem que não se revendo em quem nos tem governado não põem em causa a democracia.

Por isso, mais uma vez pergunto, quem é que dentro do povo questiona a democracia?

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Mundo Ocidental, Farsa Ocidental, Estupidez do Capital


E os premiados foram um senhor que acredita que a China devia voltar a ser uma colónia ocidental durante 300 anos até se tornar «uma sociedade decente», um escritor que se candidatou a presidência do seu país com um projecto neoliberal e três economistas que edificaram uma teoria económica baseada nas mesmas ideias que nos levaram à crise actual.

Estamos falados.

Sobre os sucessivos impedimentos à acção politica da JCP



«A JCP, na sua actividade regular, encontra-se todos os dias na rua a afirmar o seu ideal e a justeza das suas reivindicações em variadíssimas formas de propaganda. Na conversa, no documento, nos cartazes, nas inscrições nas paredes, todas estas formas são armas legitimas de divulgação de ideias, não só para a JCP mas para todas as organizações politicas e associações para chegar junto dos portugueses, em particular da juventude.

Foi assim consagrado com a Revolução de Abril tanto na Constituição da República Portuguesa como na actual Lei da Propaganda e é assim até hoje. O direito à propaganda politica não está indissociável da luta de gerações de portuguesas pelo direito à liberdade de expressão.

A Juventude Comunista Portuguesa tem-se deparado com inúmeras tentativas de impedimento à sua acção, por via da actuação abusiva das forças de segurança e de outras estruturas, que correspondendo a uma orientação do governo e do Ministério da Administração Interna, que negando a lei, actuam ilegitimamente sobre as nossas acções de propaganda.

Tentativas de impedimento de distribuições de documentos , de colagem de cartazes de afirmação politica pela via de pinturas de murais, são exemplos claros de restrições à acção politica da JCP. Uma acção que nas ultimas semanas voltou a ter novos desenvolvimentos.

No passado dia 15 de Outubro de 2010, em que vários militantes da Juventude Comunista Portuguesa viram, mais uma vez, ser impedida a pintura de um mural junto à Rotunda das Olaias, em Lisboa. A pintura do mural, com a inscrição “Vem para a luta, por uma Escola Pública e Democrática / JCP com os estudantes na luta por melhores condições materiais e humanas na António Arroio”, já tinha sido impedida dois dias antes, chegando mesmo os Agentes da PSP a deterem e insultarem os militantes, obrigando-os a despirem-se com o argumento que procuravam drogas e retendo-os durante várias horas na esquadra.

No passado dia 16 de Outubro, em Lisboa, identificaram duas militantes da JCP e apreenderam o material usado nas pinturas, alegando constituir crime público. No entanto, a pintura de murais em local público está prevista na Lei 97/88 de 17 de Agosto e no Parecer do Tribunal Constitucional sobre essa mesma lei, legitimando o seu exercício e condenando o seu impedimento. Voltando acontecer o mesmo numa outra pintura de mural no dia seguinte, também em Lisboa.

No passado dia 22 de Outubro, no concelho de Leiria, a PSP levou para a esquadra um militante da JCP por este estar a colar cartazes. Tentando obrigar os nossos militantes a retirar os cartazes e confrontados com a lei, os agentes da PSP, que nem sequer apresentaram identificação, agarraram o militante da JCP pelo pescoço, algemaram-no e levaram-no para a esquadra para identificação.

A JCP continuará a denunciar estes casos mas acima de tudo resistirá reforçando a sua acção e afirmação politica. Continuaremos a colar cartazes, a distribuir documentos e a pintar murais, continuaremos a mobilizar a juventude pela defesa dos seus direitos e aspirações. 26-Out-2010»

- Comunicado da Juventude Comunista Portuguesa.

sábado, 23 de outubro de 2010

Hão-de pagá-las, uma a uma!

O carácter fascizóide dos tempos que aí vêm manifesta-se de forma cada vez mais violenta. Cinco militantes da JCP foram obrigados a despir-se pela PSP após terem sido detidos por terem feito algo perfeitamente legal, pintarem um mural político em Olaias. E ontem, um camarada da organização regional de Leiria, com o qual milito e tenho uma amizade de longa data, foi agredido e detido por dois polícias à paisana por colar cartazes políticos.

Esta cambada de filhos da puta sem perdão que fazem profissão em atropelar os mais elementares direitos hão-de pagar cada uma das suas afrontas, cada uma das suas repressões, uma a uma, nenhuma será esquecida e a paga, venha mais cedo ou mais tarde, cairá sobre eles tão intensamente que desejarão nem sequer ter vestido a farda.

Viva a Juventude Comunista Portuguesa, a única juventude partidária com tomates para dizer o que tem de ser dito onde tem de ser dito!!!!

sábado, 16 de outubro de 2010

crise, orçamento e austeridade


"Criam um deserto e chamam-lhe paz"
-Tacitus, general romano.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

"A cama quente"


A cama quente

Homenagem aos mineiros do Chile

que dormem, singelo,

pelo sistema “da cama quente”


Na mina trabalha-se por turnos

Quando se volta, nem se tiram os coturnos.


Bebido o café negro e trincado o casqueiro,

joga-se o corpo ao sono, mas, primeiro


enxota-se o camarada da cama ainda quente,

que não há camas, no Chile, pra toda a gente.


Do calor que sobrou o nosso se acrescenta

pra dar calor ao próximo que entra.


Vós, que dormis em camas, como reis,

tantas horas por dia, não sabeis


como é bom dormir ao calor de um irmão

que saiu ao nitrato ou ao carvão


e despertar ao abanão (é o contrato!)

de um que chega do carvão ou do nitrato!


É a este sistema, minha gente,

que se chama no Chile “a cama quente”…


Alexandre O’Neill

sábado, 9 de outubro de 2010

sábado, 2 de outubro de 2010

Uma antiga história com fim esperançoso


Já ouvimos esta história várias vezes. E se em diferentes alturas, por vezes com diferentes actores, passou-se muitas vezes no mesmo local.

A história é a seguinte.

Um povo que foi condenado ao capitalismo mais selvagem e a um Estado corrupto e serviçal dos inimigos do povo decidiu que estava na altura de quebrar com esse rumo e elegeu um governo progressista que tem garantido uma série de mudanças anti-neoliberais e de reforço da soberania nacional.

Porque não quis que o seu país fosse teatro das guerras imperialistas, também decidiu expulsar as bases militares da superpotência estrangeira do seu território.

Ora, quem demonstra tamanha audácia e nobreza política, sabe que pode esperar uma réplica a altura de quem depende da servidão de povos inteiros para manter vivos os jogos de dinheiro.

O Império, através da embaixadora Heather Hodges, duas organizações que promovem a "democracia" e muito dinheiro à mistura, foi comprando a lealdade de certos sectores das forças da polícia e da Força Aérea para garantir que tinha mãos que empunhassem as armas da "democracia" e foi adquirindo o "activismo cívico" de algumas organizações políticas (Participación Ciudadana e Pro-justicia), indígenas (CODEMPE, Pachakutik, a CONAIE, a Corporación Empresarial Indígena del Ecuador e a Fundación Qellkaj), movimentos estudantis e até partidos "comunistas" de raíz maoísta e hohxista, o Partido Comunista Marxista-Leninista do Ecuador e o Movimento Popular Democrático.

Utilizando a desculpa de
cortes nos «privilégios ilegítimos da polícia» o Império quis, qual dono de um cinema, repetir o trágico filme a que já assistimos demasiadas vezes: a deposição de um governo progressista e a sua troca por uma escumalhada militar, corporativa e empresarial munidos de um programa de extrema-direita com o intento de esmagar todas as conquistas pelas quais os trabalhadores lutaram.

O líder da oposição, o direitista Lúcio Gutierrez, já se preparava para tomar a governação do Equador pós-golpista.

Só que desta vez a história não teve o fim que o Império desejou.

O presidente Rafael Correa, mesmo convalescendo de uma intervenção médica, resistiu ao cobarde ataque e apelou ao exército e ao povo para proteger a «Constituição e a legalidade» e tanto um como o outro comportaram-se à altura das circunstâncias.

O exército rompeu o cerco policial e resgatou Correa do quartel, o povo saiu às ruas em protesto contra uma acção que sabiam ter intenções anti-populares e por um governo que reconhecem ter respondido a algumas das exigências do povo.

Nas fileiras de apoio a Correa, junto das massas, encontravam-se
militantes e activistas do Partido Comunista do Equador e da Juventude Comunista do Equador, com um espírito de resistência que só os verdadeiros comunistas demonstram nos momentos de maior aperto.

O golpe de estado falhou e redundou em intentona, tal como na Venezuela em 2002 e na Bolívia em 2008.

Fica a mensagem para o Império e os senhores do dinheiro.

A América Latina é cada vez menos o «quintal das traseiras» dos EUA e os povos deste sub-continente aproveitam o actual período histórico para fortalecer a sua soberania.

No entanto há que ressalvar que sendo positivos os processos políticos progressistas a decorrer em vários países latino-americanos, isso não apaga a necessidade da edificação de um regime socialista e da tomada do Estado pela classe trabalhadora de modo a garantir a vitória dos povos sobre a exploração capitalista e as ingerências do Imperialismo.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Os coveiros da sua própria mentira



Com o anúncio do terceiro PEC o país entra na onda de austeridade brutal que tem corrido a Europa desde o início da crise.

Após a ajuda bilionária prestada à banca sem qualquer hesitação ou preocupações com o futuro impacto nas contas públicas, eis que a dívida bate à porta reclamar o seu pagamento e os governos querem liquidá-la sacrificando os direitos sociais, laborais e os serviços públicos. O chamado Estado Social.

O Estado Social foi uma conquista da luta dos trabalhadores mas igualmente um instrumento da Burguesia para refrear a caminhada da classe dos produtores em direcção a um sistema socialista que garantisse o triunfo do Trabalho sobre o Capital e todas as forças reaccionárias.

A derrota do Socialismo na Europa de Leste e o enfraquecimento das organizações reivindicativas dos trabalhadores devido à globalização capitalista foi o toque de partida para o desmantelar progressivo do Estado Social.

As antigas pátrias socialistas viram o seu património, indústria e serviços públicos serem desmantelados e vendidos a preços da chuva ao Capital e a indígenas oportunistas em terapias de choque que condenaram os povos à pobreza, os trabalhadores à exploração e as nações à subserviência ao Capital.

Já onde o Estado Social tinha criado raízes históricas, nomeadamente nos países europeus deste lado da "cortina de ferro", foi-se impondo o Capitalismo total aos poucos através de privatizações dos sectores empresariais estatais. Privatizações essas que muitas vezes eram levadas a cabo por partidos com palavreado de esquerda mas com historial de ligação ao Capital e que pela sua aura progressista perante o eleitorado eram os agentes ideais para desmantelar as conquistas dos trabalhadores.

O enredo do que se seguiu até aos dias de hoje foi simples. Entregando ao Mercado as principais fontes de receita pública passou-se ao estrangulamento financeiro dos serviços públicos e começava o início da privatização de serviços essenciais à população como a Saúde e Educação com as malogradas parcerias público-privadas onde o Estado se afundava com os custos dos projectos enquanto os lucros eram arrecadados pelos privados.

Com a crise e a histeria que quis justificar a entrega de milhares de milhões do erário público à banca entrou-se num processo vertiginoso da destruição do Estado Social e as forças políticas que antes geriam pausadamente o fim dos direitos sociais viram reforçadas as suas posições de executores da agenda dos Mercados.

Agora só falta a estes comissários políticos da Burguesia liquidar os direitos laborais e os seus ataques aos interesses populares continuarão com o reforço do aparelho securitário do Estado e a descaracterização das leis eleitorais democráticas e pacotes fiscais garantindo desse modo que a democracia liberal assuma todo o seu "esplendor", ou seja, o rapto de todos os aspectos da vida social e económica pelo Mercado e as suas excrescências burocráticas.

O rumo político da "esquerda" que manuseou e abusou do Estado Social é dos mais curiosos mas segue uma coerência atroz. Desde os brados inflamados saídos do Maio de 68 até ao "patriótico" apelo de sacrifício para salvar as contas públicas, passando pela "defesa" da democracia em laivos anti-comunistas, a estratégia essencial destas forças políticas "bem-pensantes" foi manter o controlo dos sectores estratégicos da economia e do aparelho estatal pela Burguesia, para que num momento de fragilidade do movimento operário e comunista internacional, como o actual, se passasse à rápida ofensiva aos direitos conquistados após décadas de luta dos trabalhadores.

Perante este cenário, escusado será dizer que a Luta dos povos e da classe trabalhadora é o único caminho a seguir, mas há que ser paciente e resoluto nas convicções pois só a intensidade duradoura das reivindicações populares poderá determinar a dinâmica do devir da História e quem sabe se numa futura jornada de luta europeia ou greve geral não se desencadeie o processo histórico em que por fim, como canta Labordeta, «haverá um dia em que todos, ao levantar a vista, veremos uma terra que ponha Liberdade».

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

«Apelle moi Camarade parce que mes larmes sont les tiennes»


Vindos dos subúrbios franceses, Keny Arkana e o Ministére des Affaires Populaires trazem-nos em canção a vontade de justiça vivida colectivamente.

Letra (traduzida) da canção:

Combatente, resistente, militante indomável

Insurgente, insubmisso, rebelde infatigável

Espírito livre, vagabundo ou nómada

Se tu pensas que o mundo é imundo,

Chama-me Camarada!

Se como eu tu pensas que é preciso radicalizar-se

Contra a ordem estabelecida, recusar obedecer

Se estás farto de te assemelhares a um cordeiro

Se tens a audácia de Rosa Parks e compreendeste Frantz Fanon

Chama-me Camarada se não sabes estar quieto na fileira

Se tens a chama, a esperança e a faca entre os dentes

Se te enraiveces quando um "bófia" te encara

Se sufocas como um recluso na sua prisão

Chama-me Camarada se captaste os mecanismos

As rodas dentadas do sistema como eles neutralizam

Como eles manipulam, desinformam e nos dividem

Continua lúcido porque é a hora em que nos mobilizamos

Se pensas que estamos do mesmo lado da cerca

Do mesmo lado do muro, do lado lançador de pedra

Do lado das lágrimas do lado da miséria

Do lado palestiniano, podes-me chamar meu irmão!

Chama-me Camarada,

Porque as minhas lágrimas são as tuas

As tuas são as minhas

bref as nossas penas são as mesmas

Lutamos para evitar o matadouro

Ouais j'me démerde merde

Sem perder de vista e estrela que me diz para lutar

Manejo a pluma como o Marcos a raiva de uma cas’soc

Pronta a largar o microfone se for preciso morrer pela causa

Eu “canto” a força, eu “canto” a esperança”, eu “canto” a irmandade

Assunto de uma geração adormecida pela matriz

Criança da insónia cercada pelo alcatrão

Embalada pela melancolia, Chama-me Camarada

Filha de um mundo bem doente, onde toda a gente s’en bat la race

Disparo às colunas de som com rimas nas quais falam da raiva

Anti-normas, impossíveis de inserir

Autónomos como os anarcas

em ponto de ruptura, como os irmãos do bairro

É altura de se unir porque a urgência nos agarra

No melhor ou no pior estamos juntos camarada!


Eles infectaram os nossos sonhos, ameaçaram os nossos ideais

Aprisionaram as nossas revoltas

Calaram os que falavam muito

Julgaram que as nossas pombas obscureciam o céu deles

E mataram-lhes a todos e do sangue deles fizeram o seu mel

Silêncio que matamos (chuuttt)

Silêncio que assassinamos

Iluminamos os iluminados que querem mudar o cenário do filme

Os seus desígnios não se conhecem pelo coração

Eu não te vou refazer o quadro este mundo é hardcore

Pátria, petróleo e poder:

O seu mestre de obra, de grande arte.

Há que olhar para ver, estamos mortos sem o saber

Como se asfixiássemos perdendo oxigénio,

Como se acorrentados ao triste destino das cidades onde reina a bolsa de valores

Sufoco, gostaria tanto de mudar de ares

Mas lá no fundo sei que é a porcaria deste ar que nos muda

É uma simples questão de sobreviver, bem mais que uma cruzada,

Exército de fantasmas em emboscada,

Vamos Camarada!


Nota sobre a tradução
: Alguns versos fiz com mais facilidade, outros com mais dificuldade. É a tradução possível após uma hora e meia/duas horas de volta da letra original da música e alguns dicionários online. As expressões a vermelho foram aquelas que não encontrei tradução. Por isso, ajuda para completar a tradução ou melhorá-la são bem-vindas.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Duas breves sobre A Grande Democracia

O Pentágono confirmou que procedeu à queima de cerca de 10 mil exemplares do Livro "Operation Dark Heart" por revelar segredos de estado, nomeadamente sobre os atentados do 11 de Setembro e a invasão do Afeganistão.

Hoje e amanhã irão ocorrer protestos em 19 cidades estado-unidenses contra as rusgas do FBI a sedes de organizações anti-guerra e de solidariedade internacional, além dos processos judiciais impostos a alguns dos activistas.