Com a queda do Muro de Berlim, a Burguesia avançou a toda a brida pela economia e pelo aparelho partidário que a manteve segura nos tempos mais vivos da Revolução no século XX e eis que criou um consenso, fundamentada pela realidade, de que com as ideologias "mortas", a própria divisão entre esquerda e direita era absurda e que as eleições mais não passavam a ser senão uma legitimação do sistema vigente através daquele que "melhor" o geria sem causar estragos.
Sendo a democracia o espaço político da livre discussão de ideias, quando estas são postas de parte como se fossem um inútil e gasto folclore, a própria democracia não passa de um ritual desligado da vontade popular. Apenas serve como palavra-virtude para tornar o sistema capitalista tolerável aos olhos das massas, endrominados com o enviesamento ideológico da Cultura, da História e da Educação.
Talvez isso explique o crescimento da cidadania apolítica, da indiferença e da apatia perante o desastre colectivo do Capitalismo e a abstenção nas eleições.
1 comentário:
É a democracia de faz-de-conta -contudo apresentada como coisa modelar.
E há milhões que vão na cantiga.
Temos muito trabalho à nossa frente...
Um abraço.
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