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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Sábado, Dia 20, Manifestação «Paz Sim! Nato Não!»



Mobilização contra a Barbárie Imperialista, a face bélica do Capital.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Todos por um Sahara livre!


«Desencadeado na sequência de reiteradas e inaceitáveis violações da legalidade e dos mais elementares direitos humanos e realizado quando se tentava o reatamento de negociações informais entre a Frente Polisário e o Reino de Marrocos, este ataque - que assumiu tenebrosos contornos e provocou vários mortos e feridos, incluindo crianças e idosos - é um particularmente grave exemplo da política de repressão e de terror de Marrocos e mais uma prova do constante bloqueio das autoridades marroquinas a um verdadeiro e justo processo de paz e de negociação com o povo do Sahara ocidental e os seus legítimos representantes – a Frente Polisário.»

- resto do texto.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Mundo Ocidental, Farsa Ocidental, Estupidez do Capital


E os premiados foram um senhor que acredita que a China devia voltar a ser uma colónia ocidental durante 300 anos até se tornar «uma sociedade decente», um escritor que se candidatou a presidência do seu país com um projecto neoliberal e três economistas que edificaram uma teoria económica baseada nas mesmas ideias que nos levaram à crise actual.

Estamos falados.

sábado, 2 de outubro de 2010

Uma antiga história com fim esperançoso


Já ouvimos esta história várias vezes. E se em diferentes alturas, por vezes com diferentes actores, passou-se muitas vezes no mesmo local.

A história é a seguinte.

Um povo que foi condenado ao capitalismo mais selvagem e a um Estado corrupto e serviçal dos inimigos do povo decidiu que estava na altura de quebrar com esse rumo e elegeu um governo progressista que tem garantido uma série de mudanças anti-neoliberais e de reforço da soberania nacional.

Porque não quis que o seu país fosse teatro das guerras imperialistas, também decidiu expulsar as bases militares da superpotência estrangeira do seu território.

Ora, quem demonstra tamanha audácia e nobreza política, sabe que pode esperar uma réplica a altura de quem depende da servidão de povos inteiros para manter vivos os jogos de dinheiro.

O Império, através da embaixadora Heather Hodges, duas organizações que promovem a "democracia" e muito dinheiro à mistura, foi comprando a lealdade de certos sectores das forças da polícia e da Força Aérea para garantir que tinha mãos que empunhassem as armas da "democracia" e foi adquirindo o "activismo cívico" de algumas organizações políticas (Participación Ciudadana e Pro-justicia), indígenas (CODEMPE, Pachakutik, a CONAIE, a Corporación Empresarial Indígena del Ecuador e a Fundación Qellkaj), movimentos estudantis e até partidos "comunistas" de raíz maoísta e hohxista, o Partido Comunista Marxista-Leninista do Ecuador e o Movimento Popular Democrático.

Utilizando a desculpa de
cortes nos «privilégios ilegítimos da polícia» o Império quis, qual dono de um cinema, repetir o trágico filme a que já assistimos demasiadas vezes: a deposição de um governo progressista e a sua troca por uma escumalhada militar, corporativa e empresarial munidos de um programa de extrema-direita com o intento de esmagar todas as conquistas pelas quais os trabalhadores lutaram.

O líder da oposição, o direitista Lúcio Gutierrez, já se preparava para tomar a governação do Equador pós-golpista.

Só que desta vez a história não teve o fim que o Império desejou.

O presidente Rafael Correa, mesmo convalescendo de uma intervenção médica, resistiu ao cobarde ataque e apelou ao exército e ao povo para proteger a «Constituição e a legalidade» e tanto um como o outro comportaram-se à altura das circunstâncias.

O exército rompeu o cerco policial e resgatou Correa do quartel, o povo saiu às ruas em protesto contra uma acção que sabiam ter intenções anti-populares e por um governo que reconhecem ter respondido a algumas das exigências do povo.

Nas fileiras de apoio a Correa, junto das massas, encontravam-se
militantes e activistas do Partido Comunista do Equador e da Juventude Comunista do Equador, com um espírito de resistência que só os verdadeiros comunistas demonstram nos momentos de maior aperto.

O golpe de estado falhou e redundou em intentona, tal como na Venezuela em 2002 e na Bolívia em 2008.

Fica a mensagem para o Império e os senhores do dinheiro.

A América Latina é cada vez menos o «quintal das traseiras» dos EUA e os povos deste sub-continente aproveitam o actual período histórico para fortalecer a sua soberania.

No entanto há que ressalvar que sendo positivos os processos políticos progressistas a decorrer em vários países latino-americanos, isso não apaga a necessidade da edificação de um regime socialista e da tomada do Estado pela classe trabalhadora de modo a garantir a vitória dos povos sobre a exploração capitalista e as ingerências do Imperialismo.

sábado, 25 de setembro de 2010

A constante humilhação de um povo

As imagens do rol de negociações entre Israel e Palestina que os noticiários nos têm prendado nas últimas semanas é uma oportunidade para assistir a mais uma sessão de humilhação de um povo martirizado às mãos dos que enchem a boca com democracia e direitos humanos.

A insistência na discussão da paz e as fronteiras de 1948 entre a Palestina e um país consciente da impunidade dos seus crimes, Israel, pelo "mediador" das conversações, EUA, já não passa da repetição de um folclore diplomático cujo real objectivo passa pela continuação da ocupação militar, colonização, incapacitação económica do Estado e o roubo dos recursos hídricos palestinianos.

Além da protecção incondicional dos EUA e da materialização de uma agenda militarista no Médio Oriente, não importando quem está no poder, agora junta-se o novo esbirro lunático de fidelizar o Estado israelita à etnia judaica, discriminando a população árabe e no caso deste país integrar a Palestina no seu território, iniciar um apartheid concreto à maioria da população.

Entretanto a Comunicação Social faz letra viva das palavras de Malcolm X ao conseguir atribuir as culpas do conflito ao povo palestiniano, branqueando as acções criminais do militarismo sionista.

A redução do povo palestiniano a uma sub-espécie da humanidade entregue aos guardiões da democracia naquela região é uma realidade que provoca a sua justa rebeldia e perpetuará o conflito até que uma das facções derrote a outra de forma incondicional.

Um cenário só evitável com a vitória das forças comunistas e progressistas dos dois lados da barricada.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

A caminhar a largos passos



O aviso do camarada do PCV, Carolus Wimmer, sobre um golpe de estado oculto na administração estado-unidense mostra-nos que esta superpotência poderá estar a seguir o mesmo caminho dos regimes mais tenebrosos que se estabeleceram na História.

Quem estudar a implantação do nazismo na Alemanha, o fascismo na Itália ou no Japão irá reparar que os ingredientes para a formação destas ditaduras foram uma forte promiscuidade entre o aparelho militar, o complexo industrial e o Estado, mesclados num nacionalismo acérrimo acicatado por uma crise económico-financeira que espalhava a miséria pelo povo e fez tremer os interesses da Burguesia.

Ainda é cedo para saber para onde se dirige a América, mas o seu acentuado declínio como Império e o surgimento do movimento de extrema-direita Tea Party não augura nada de positivo, num país, que como vemos no vídeo, vemos o desemprego e as más condições de vida espalharem-se como um vírus necrosante.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

A perfeita (e infeliz) metáfora


O Jonai Elm Wa Farheng, edifício em Cabul, é talvez a mais perfeita metáfora da história recente do Afeganistão.

O nome do edifício traduzido significa Casa da Ciência e da Cultura e foi construída pela União Soviética, conhecendo certo esplendor durante o governo progressista de Najbullah e da República Democrática do Afeganistão. Era um símbolo da pátria afegã que estava em construção, com um estado laico, direitos dos trabalhadores e das mulheres com uma economia virada para o progresso social.

A partir do momento em que o povo afegão foi assolado pela guerra civil e as investidas dos mujahidines, financiadas pela CIA, a Casa serviu de refúgio às famílias mais pobres que fugiam dos talibãs.

Agora que o regime teocrata caiu e o Afeganistão não passa de um títere americano no Médio Oriente, governado por elites corruptas e narcómanas que atropelam todo um povo com cada desmando imperialista, a Casa da Ciência e da Cultura virou abrigo para toxicodependentes, especialmente os viciados em heroína e ópio, cujo cultivo aumentou exponencialmente desde a invasão gizada pelos EUA/Nato.

A Casa da Ciência e da Cultura, antes símbolo de um Afeganistão livre na mão do seu povo construído com a ajuda soviética, virou esperança de sobrevivência para os pobres que viam a sua nação ser pilhada pelos talibãs e finalmente, sob a jurisdição Imperial transformou-se em casa de chuto. Haverá mais trágica metáfora sobre o Afeganistão?

quarta-feira, 7 de abril de 2010

O Império em decadência

As notícias que nos chegam do Quirguistão são mais um capítulo numa história muito mal contada e falseada. Em 2005, uma dessas "revoluções" muito fashion estalou no Quirguistão, antiga república soviética. Não era às cores, mas apropriou-se das «tulipas» e derrubou o governo despótico e provavelmente pouco conveniente aos interesses dos EUA.

Subiu então Bakyev e o que ele fez desde então foi permitir a implantação de uma base estado-unidense. Recentemente, a marioneta dos EUA decidiu elevar o preço dos combustíveis, o que não agradou à pobre população quirzigue e eis que começaram os protestos que estão prestes a desencadear um derrube do governo. O governo da "revolução" das tulipas deve cair e daqui do Portal espero as maiores felicidades ao povo do Quirquistão na obtenção de uma democracia plena.

Contudo, estes protestos são apenas um capítulo naquilo que tem sido o derrubar e o desaprovação popular de movimentos políticos e administrações filo-imperialistas.

A juntar aos esbirros da "revolução" verde no Irão, ao crescimento do Hezbollah junto dos pobres no Líbano após a "revolução" dos Cedros, ao fracasso "branco" de tentar depor Lukashenko na Bielorússia e mais recentemente na Ucrânia, a vitória de Ianukovich como candidato presidencial anti-revolução laranja, os focos filo-imperialistas que os EUA foram plantando estão a esmorecer e a cair, o povo não admite a sua intromissão na decisão dos seus destinos.

O Império está em decadência. Os povos triunfam.

sábado, 20 de março de 2010

Demos a voz em quem fez a História

«Nosso combate representa a revolução, a que nossos filhos e filhas quiseram fazer. Sua luta é diferente, pois elas defendem a política subversiva dos Estados Unidos, que somente contém opressão, repressão e morte»

- Hebe de Bonafini, antiga Madre de la Plaza de Mayo sobre as Damas de Blanco, movimento filo-imperialista cubano, patrocinado por Laura Bush.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Há mulheres mais democráticas que outras

O Império, não contente com a limpeza étnica que está a ser cometida no Médio Oriente, está a intensificar a contra-revolução por toda a América Latina.

Após o golpe das Honduras, a chachada das eleições colombianas com a compra maciça de votos, agora é a Revolução Cubana a ser posta em causa pelas Damas de Blanco. Perfila-se mais uma "revolução" às cores? Carolus Wimmer, num artigo para odiario explica que os motins filo-imperialistas apostam em símbolos vagos que apelam a uma certa «inocência» e rebeldia apolítica. O amor pátrio é deixado de lado. Bem à moda liberal.

Mas voltemos ao Dia Internacional da Mulher. Esse dia que nos países capitalistas se aproveita para lançar mais umas quantas publicidades de mulheres bonitas a patrocinar uma mensagem cliché e um qualquer objecto de consumo.


Alguém ouviu falar disto nos media?

terça-feira, 16 de março de 2010

Free at last

Realiza-se hoje na capital da Letónia, Riga, o desfile anual de veteranos nazis (Waffen SS) que enfrentaram o exército soviético.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Apontamentos sobre o Haiti


O terramoto que se abateu sobre o Haiti tornou trágica a situação de um país miserável, o mais pobre do hemisfério norte.

O que se seguiu já faz parte do folclore dos cataclismos naturais, mediatização frenética, a adopção de linguagem apocalíptica, todo um desfile de doações e actos de caridade, desde as celebridades até ao comum cidadão.

Até agora o facto mais controverso tem sido o envio de 15 mil militares estado-unidenses para "garantir a tranquilidade" em Port-au-Prince. As fontes são dissonantes. Se há quem diga que desastre natural estalou a anarquia na capital haitiana e que os seus naturais estão à espera da vinda salvífica das forças armadas dos EUA, há também quem garanta que não há problemas de segurança e que a "ajuda" estado-unidense é em demasia.

No meu ver, compreendendo a necessidade do reforço da autoridade em tempos em que o Estado nacional do Haiti simplesmente deixou de desaparecer, não deixo de acreditar que este envio de militares está intimamente ligado com o pedido de George W. Bush para que os seus concidadãos não façam doação de bens essenciais, mas de "dinheiro", assegurando o ex-presidente que eles «cuidariam» dele.

Aquando do Tsunami no Sudeste Asiático, o governo do Sri Lanka aproveitou o estado de choque geral da população para implementar um «impopular» programa de privatizações, rejeitado em referendo pela população oito meses antes do tsunami, que incluia a entrega a privados da água e da electricidade. Assistiu-se de igual modo à privatização de praias na Tailândia.

Será que voltaremos a ver o mesmo modos operandi no Haiti?

Politicamente, o Haiti sempre foi um colonato dos EUA, "Papa Doc" Duvalier, um feroz ditador anti-comunista e o seu filho, dispuseram o país à burguesia americana e à oligarquia local. Das últimas vezes que os EUA meteram o bedelho no Haiti foi com Duvalier filho, um programa de reestruturação da economia, orientada para a indústria de exportação e transporte de excedentes agrícolas estado-unidenses para o Haiti, concentrou as populações nos grandes centros urbanos, onde passou a haver mais mão-de-obra do que emprego, e aniquilou a agricultura local. Escusado será dizer que esta reestruturação económica não resultou em nada e o Haiti continuou miserável.

O fim da ditadura levou à eleição de Jean-Bertrand Aristide, que quis formar uma economia baseada em parcerias público-privadas, que beneficiaram o povo haitiano, não deixando de lado os interesses privados. Até o reformista Aristide, Washington não conseguiu aguentar e depô-lo em 1991 e 2004.

Do regime saído do golpe de estado de 2004, seguiu-se a prisão de «milhares de organizadores comunitários, civis pobres e dissidentes políticos que os EUA/ONG» etiquetam como «gangsters». A proibição do partido maioritário no Haiti em participar nas eleições é outro "pormenor" da "democracia" pró-americana de René Preval.

René Preval, que não aceitou a ajuda militar da República Dominicana mas saltou de pulos com a estado-unidense, lidera um país que longe de ser pobre e sem recursos, tem reservas de ouro, irídio, cobre, urânio, diamantes, reservas de gás e até petróleo. Todos eles tomados por privados, de que se desconhecem os nomes.

Neste caso pode-se dizer que o ladrão não volta ao local do crime, mas repete os mesmos procedimentos. Vamos ver para que servem as "ajudas militares"...

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Na Moldávia, fazem-se "tachos" por encomenda

Por norma, sou contra a "boca" que prolifera na sociedade portuguesa de que "todos" os políticos são corruptos e querem é "tacho". Existem políticos corruptos e carreiristas, mas a generalização desta condição a todos os que tomam uma posição ideológica é corrosiva da democracia e só beneficia os grandes interesses, suportados intelectualmente pelos liberais.

Mas ao olhar o que está a acontecer na Moldávia, não me passa outra coisa pela cabeça senão a implementação de "tachos" a torto e a direito para as quatro forças políticas actualmente no poder, liberais.

O líder parlamentar e presidente em funções da Moldávia, Mihai Gimpu ordenou por decreto a formação de uma comissão composta por «politólogos, juristas, filósofos e historiadores», cujo objectivo é «avaliar» o regime comunista existente naquele país até à proclamação da independência em 1991.

Para perceber a natureza desta medida, ela fundamenta-se na condenação dos "totalitarismos" da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa e poderá acabar na «proibição do nome e símbolos do partido comunista».

Aparte das condenações "democráticas" da Europa, está em curso a imposição de um clima de perseguição dos militantes e activistas do Partido Comunista da República da Moldávia e da União das Juventudes Comunistas. Registaram-se casos em que indivíduos ligados às forças políticas comunistas foram obrigados a apresentar-se nas esquadras policiais e identificarem-se. Houve até um jovem comunista que ficou isolado pela polícia e permaneceu incontactável durante doze horas.

A perseguição de activistas políticos, «características de um estado policial», não é criticada pela União Europeia e instituições "democráticas" afins, porque a coligação das direitas liberais na Moldávia está a utilizar o modus operandi dos países prestes a vender a sua classe trabalhadora por tuta e meia à burguesia internacional, o anti-comunismo.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Para quem governam


O congresso das Honduras decretou oficialmente a saída das Honduras da Alternativa Bolivariana para as Américas.

Argumentando a «ingerência ideológica e militar» da «aliança chavista», os "democráticos" donos das Honduras fizeram de Obama e da classe dominante estado-unidense actores políticos muito aliviados e prontos para seguir o modus operandi de décadas.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Revolta contra a Máfia e novos bombardeamentos em Gaza

Já vão em 18 horas a rebelião de trabalhadores imigrantes em Rosarno, na Calabria, contra a máfia 'Ndrangheta que se aproveita da situação precária destes trabalhadores imigrados para lhes pagar 15 euros por 12 a 13 horas por dia nos campos agrícolas controlados por empresas ligadas ao grupo mafioso.

A falta de condições de vida e os salários de miséria são uma constante no quotidiano dos trabalhadores imigrantes, porém a revolta só eclodiu após dois imigrantes terem sido atingidos a tiro, estando de momento a recuperar no hospital.

A revolta proletária que se está a desenrolar em Rosarno já aconteceu há dois anos em Castelvolturno na Campania, quando grupos de trabalhadores imigrantes enfrentaram a Camorra, que assassinou dois dos seus companheiros.

Estes protestos podiam ser aproveitados pelos trabalhadores nativos para expurgar o seu país da Máfia, da Burguesia e dos políticos capitalistas, mas a sanha racista incutida desde há muito pelo proto-ditador Berlusconi manietou de tal maneira as consciências do povo italiano que este reprime pelas próprias mãos as massas imigrantes.

Outra (má) notícia é a de terem voltado os bombardeamentos a Gaza por parte das forças aéreas israelitas.

Ainda que pelos olhos da imprensa, o Médio Oriente está sereno com excepção da turbulência política iraniana, já há alguns dias uma Marcha pela Liberdade de Gaza começada no Egipto tenha quebrado o cerco desta região palestiniana, apesar da violência com que foram recebidos pelos polícias egípcios na fronteira.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

As trompetas de guerra do Império: um concerto mundial


A notícia de que as embaixadas dos EUA, Alemanha, Espanha França e do Reino Unido foram fechadas no Iémen devido à ameaça de um iminente ataque terrorista surge nos media como a confirmação deste país como um novo "foco de terrorismo" e a atitude ocidental cumpriu o papel de empolar uma situação já de si dúbia.

No entanto, longe das teias da Al-Qaeda, o ataque perpetrado pelo governo iémenita à povoação de Al Maadja veio a atingir partidários do «Movimento ao Sul», que apoiam o regresso da antiga República Popular Democrática do Iémen, socialista e laica, desaparecida em 1990 com a reunificação com a República Árabe do Iémen.

Esta antiga pátria socialista no Médio Oriente era conhecida como Iémen do Sul, foi fundada em 1967 como República Popular do Iémen do Sul e depois em 1969 acabou por ganhar a denominação de RDP do Iémen, após a implementação de um Estado proletário e iniciação da construção do socialismo pelo Partido Comunista, que veio a construir boa relações com o Iémen do Norte, a União Soviética, Cuba e China.

A unificação sempre foi um desejo dos dois Iémen, mas o governo central de Sana, parece não aceitar que a memória do socialismo iemenita faça a classe trabalhadora deste país desejar uma ruptura com o actual estado do país, que é o mais pobre do Médio Oriente, apesar de ser um importante local de desembarque e partida do petróleo desta região para o resto do mundo.

Retomando, o ataque a Al Maadja causou a morte a 23 crianças, 17 mulheres e 27 homens civis, correspondendo deste modo ao desejo de sangue da burguesia estado-unidense e iemenita, esmagando todo o tipo de resistência ao capitalismo.

A "ameaça terrorista" também se expande pelos países da África Ocidental. Diz a imprensa burguesa que o Mali, Níger e Chad, países «semi-falidos e paupérrimos, cujos governos não controlam parte dos seus imensos territórios», se estão a tornar em novos epicentros do "fundamentalismo islâmico". Os relatos de raptos e pedidos de resgate vindos desta região fundamentam esta perspectiva e quase se poderá questionar até quando é que os EUA se vão refriar de dar fundos aos governos destes países para combater o seu próprio povo.

Mas não é só o Médio Oriente a única região sob o olhar agressivo do Império. Nas Filipinas, foi reportada a intimidação de povoações na ilha de Mindanau, nas províncias Davan, Valencia e Malaybalay por efectivos do exército estado-unidense para combater a guerrilha comunista, Novo Exército Popular, que já guerreou ao lado das forças armadas do governo marioneta na comarca de Bukidnon.