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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Cuba alfabetiza 19 200 argentinos

O programa de alfabetização, "Yo, sí puedo" lançado por Cuba na Argentina conseguiu ensinar 19 200 pessoas a ler e escrever.

Reconhecendo a importância da inclusão social num país desfigurado por uma ditadura militar em que o Mercado Livre massacrou o povo durante 17 anos (1966-1983), o programa cubano implentou-se em 10 províncias e 28 municípios, matriculando cerca de 800 mil pessoas.

Claudia Camba, a presidenta da Fundação Un Mundo Mejor es Posible, afirma que nos primeiros tempos do programa, em 2003, eram os cubanos que tinham de ir bater à porta das autoridades municipais e que agora acontece o contrário.

Apesar da boa vontade a falta de atenção dada pelo governo argentino não possibilitou a concretização de melhores resultados.

Cuba vem deste modo provar, mais uma vez, que uma pátria socialista é património e conquista de toda a Humanidade.

sábado, 28 de agosto de 2010

Comunismo e as minorias étnicas

«A nostalgia do comunismo é quase geral entre os "roms" (ciganos). Esta população, pouco educada, pouco politizada, constata após a queda dos regimes comunistas um empobrecimento generalizado. Os roms são os mais pobres entre os "novos pobres" que surgiram depois do triunfo do "capitalismo selvagem". Com o novo individualismo reapareceram os ultra-nacionalismos, uma crispação identitária muito forte que se focaliza numa romofobia quase oficial.»

- Jean Marc Turine em Le crime d'être Roms.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Superioridade Civilizacional

Numa altura em que vemos o tráfico de droga imperar nos bairros mais pobres, ao mesmo tempo que o seu consumo é romantizado em sitcoms e filmes de "sábado à tarde", importa descobrir qual era o tamanho da toxicodependência na antiga União Soviética.

Há uns dias pedi esta informação aos camaradas do blogue La Conquista de la Civilizacion Socialista e eles postaram hoje um artigo com dados claros e esclarecedores.

«A venda de drogas era um crime castigado legalmente e o consumo pessoal de drogas era tão irrelevante que não era penalmente castigado. Só a 25 de Abril de 1974 é que o Supremo Soviete da URSS decidiu considerá-lo delito administrativo. Em 1984, o número de toxicodependentes na URSS era de 14.324». Foi quando o Imperialismo começou a sua caminhada triunfal na antiga pátria socialista, em 1990, que o vício da droga alcançou as 28.312 pessoas.

De acordo com o sociólogo russo Alexander Naumov, deputado regional do Partido Comunista da Federação Russa, actualmente, 6 milhões de russos consomem drogas e 350 mil receberam tratamento nas instituições médicas. Nos últimos 10 anos, a taxa de mortalidade por causa do consumo de drogas «multiplicou-se por 12 entre os adultos e por 42 entre crianças e adolescentes».

Segundo os dados oficiais, 10 mil pessoas morrem na Rússia por overdose e 70 mil por consumo de drogas e o tráfico movimenta cerca de «7 a 11 mil milhões de dólares».

A SIDA, pandemia agora espalhada globalmente, era inexistente no espaço territorial da URSS. Os números de 2003 apontam para 265 mil infectados na Rússia. Na Ucrânica afectava 1% da população entre os 15 e os 49 anos e na Geórgia acredita-se que existam 3 mil infectados.

A queda da URSS tornou as antigas repúblicas centro-asiáticas terreno livre para as redes de narcotraficantes e possibilitou que a toxicodependência e o alcoolismo alcançassem «números escandalosos».

- Desde já o meu agradecimento aos camaradas do excelente blogue Civilizacion Socialista pelo trabalho que tiveram em procurar e publicar esta informação.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Ah, mas o que é preciso é mais mercado livre!

Com todo o burburinho à volta da lei das Finanças Regionais, em que o governo PS executou o seu habitual ritual de "ai que eu caio! ai que eu caio!", muito se tem repetido o mito de que a Madeira é das zonas mais ricas do país, juntamente com Lisboa, e que por esse motivo o dinheiro estatal não seria necessário.

Por distracção ou má fé, ainda ninguém reparou que os dados estatísticos da economia madeirense estão trapaceados, contando-se o dinheiro existente no off-shore juntamente com o da economia real. E na economia real da Madeira, existem 20% de pobres. Um número que partilha com Portugal continental e em todo o território e caso não fossem as ajudas sociais, a taxa real de pobreza atingiria os 40% da população.

Curiosamente, num país europeu que nos habituámos a acreditar que era dos mais pobres no continente, a Bielorússia, no qual 80% da economia é controlada pelo Estado e que com o presidente Lukashenko nunca abandonou o caminho do socialismo, a taxa de pobreza ronda os 7,3%. Desde 2001 a 2008, a Bielorússia desceu o seu número de pobres, de 41,9% para os 6,1%. A crise financeira mundial atingiu a economia nacional e fez subir a pobreza para a taxa já referida.

Longe do culto do empreendedorismo e da sanha privatizadora cada vez mais dominante nas medidas e discursos políticos em Portugal, a fidelidade bielorussa ao socialismo valeu-lhe uma eficiente redução da pobreza, melhor do que a da República Checa, o país que tem menos percentagem de pobres na União Europeia, 9%.