24 de Novembro, grande dia de luta dos trabalhadores portugueses contra os "mercados" e os seus serviçais políticos e mediáticos.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Até quando seremos saco de pancada dos "Mercados" - Greve Geral 24 de Novembro!
24 de Novembro, grande dia de luta dos trabalhadores portugueses contra os "mercados" e os seus serviçais políticos e mediáticos.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Os coveiros da sua própria mentira
Com o anúncio do terceiro PEC o país entra na onda de austeridade brutal que tem corrido a Europa desde o início da crise.
Após a ajuda bilionária prestada à banca sem qualquer hesitação ou preocupações com o futuro impacto nas contas públicas, eis que a dívida bate à porta reclamar o seu pagamento e os governos querem liquidá-la sacrificando os direitos sociais, laborais e os serviços públicos. O chamado Estado Social.
O Estado Social foi uma conquista da luta dos trabalhadores mas igualmente um instrumento da Burguesia para refrear a caminhada da classe dos produtores em direcção a um sistema socialista que garantisse o triunfo do Trabalho sobre o Capital e todas as forças reaccionárias.
A derrota do Socialismo na Europa de Leste e o enfraquecimento das organizações reivindicativas dos trabalhadores devido à globalização capitalista foi o toque de partida para o desmantelar progressivo do Estado Social.
As antigas pátrias socialistas viram o seu património, indústria e serviços públicos serem desmantelados e vendidos a preços da chuva ao Capital e a indígenas oportunistas em terapias de choque que condenaram os povos à pobreza, os trabalhadores à exploração e as nações à subserviência ao Capital.
Já onde o Estado Social tinha criado raízes históricas, nomeadamente nos países europeus deste lado da "cortina de ferro", foi-se impondo o Capitalismo total aos poucos através de privatizações dos sectores empresariais estatais. Privatizações essas que muitas vezes eram levadas a cabo por partidos com palavreado de esquerda mas com historial de ligação ao Capital e que pela sua aura progressista perante o eleitorado eram os agentes ideais para desmantelar as conquistas dos trabalhadores.
O enredo do que se seguiu até aos dias de hoje foi simples. Entregando ao Mercado as principais fontes de receita pública passou-se ao estrangulamento financeiro dos serviços públicos e começava o início da privatização de serviços essenciais à população como a Saúde e Educação com as malogradas parcerias público-privadas onde o Estado se afundava com os custos dos projectos enquanto os lucros eram arrecadados pelos privados.
Com a crise e a histeria que quis justificar a entrega de milhares de milhões do erário público à banca entrou-se num processo vertiginoso da destruição do Estado Social e as forças políticas que antes geriam pausadamente o fim dos direitos sociais viram reforçadas as suas posições de executores da agenda dos Mercados.
Agora só falta a estes comissários políticos da Burguesia liquidar os direitos laborais e os seus ataques aos interesses populares continuarão com o reforço do aparelho securitário do Estado e a descaracterização das leis eleitorais democráticas e pacotes fiscais garantindo desse modo que a democracia liberal assuma todo o seu "esplendor", ou seja, o rapto de todos os aspectos da vida social e económica pelo Mercado e as suas excrescências burocráticas.
O rumo político da "esquerda" que manuseou e abusou do Estado Social é dos mais curiosos mas segue uma coerência atroz. Desde os brados inflamados saídos do Maio de 68 até ao "patriótico" apelo de sacrifício para salvar as contas públicas, passando pela "defesa" da democracia em laivos anti-comunistas, a estratégia essencial destas forças políticas "bem-pensantes" foi manter o controlo dos sectores estratégicos da economia e do aparelho estatal pela Burguesia, para que num momento de fragilidade do movimento operário e comunista internacional, como o actual, se passasse à rápida ofensiva aos direitos conquistados após décadas de luta dos trabalhadores.
Perante este cenário, escusado será dizer que a Luta dos povos e da classe trabalhadora é o único caminho a seguir, mas há que ser paciente e resoluto nas convicções pois só a intensidade duradoura das reivindicações populares poderá determinar a dinâmica do devir da História e quem sabe se numa futura jornada de luta europeia ou greve geral não se desencadeie o processo histórico em que por fim, como canta Labordeta, «haverá um dia em que todos, ao levantar a vista, veremos uma terra que ponha Liberdade».
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
«Apelle moi Camarade parce que mes larmes sont les tiennes»
Vindos dos subúrbios franceses, Keny Arkana e o Ministére des Affaires Populaires trazem-nos em canção a vontade de justiça vivida colectivamente.
Combatente, resistente, militante indomável
Insurgente, insubmisso, rebelde infatigável
Espírito livre, vagabundo ou nómada
Se tu pensas que o mundo é imundo,
Chama-me Camarada!
Se como eu tu pensas que é preciso radicalizar-se
Contra a ordem estabelecida, recusar obedecer
Se estás farto de te assemelhares a um cordeiro
Se tens a audácia de Rosa Parks e compreendeste Frantz Fanon
Chama-me Camarada se não sabes estar quieto na fileira
Se tens a chama, a esperança e a faca entre os dentes
Se te enraiveces quando um "bófia" te encara
Se sufocas como um recluso na sua prisão
Chama-me Camarada se captaste os mecanismos
As rodas dentadas do sistema como eles neutralizam
Como eles manipulam, desinformam e nos dividem
Continua lúcido porque é a hora em que nos mobilizamos
Se pensas que estamos do mesmo lado da cerca
Do mesmo lado do muro, do lado lançador de pedra
Do lado das lágrimas do lado da miséria
Do lado palestiniano, podes-me chamar meu irmão!
Chama-me Camarada,
Porque as minhas lágrimas são as tuas
As tuas são as minhas
bref as nossas penas são as mesmas
Lutamos para evitar o matadouro
Ouais j'me démerde merde
Sem perder de vista e estrela que me diz para lutar
Manejo a pluma como o Marcos a raiva de uma cas’soc
Pronta a largar o microfone se for preciso morrer pela causa
Eu “canto” a força, eu “canto” a esperança”, eu “canto” a irmandade
Assunto de uma geração adormecida pela matriz
Criança da insónia cercada pelo alcatrão
Embalada pela melancolia, Chama-me Camarada
Filha de um mundo bem doente, onde toda a gente s’en bat la race
Disparo às colunas de som com rimas nas quais falam da raiva
Anti-normas, impossíveis de inserir
Autónomos como os anarcas
em ponto de ruptura, como os irmãos do bairro
É altura de se unir porque a urgência nos agarra
No melhor ou no pior estamos juntos camarada!
Eles infectaram os nossos sonhos, ameaçaram os nossos ideais
Aprisionaram as nossas revoltas
Calaram os que falavam muito
Julgaram que as nossas pombas obscureciam o céu deles
E mataram-lhes a todos e do sangue deles fizeram o seu mel
Silêncio que matamos (chuuttt)
Silêncio que assassinamos
Iluminamos os iluminados que querem mudar o cenário do filme
Os seus desígnios não se conhecem pelo coração
Eu não te vou refazer o quadro este mundo é hardcore
Pátria, petróleo e poder:
O seu mestre de obra, de grande arte.
Há que olhar para ver, estamos mortos sem o saber
Como se asfixiássemos perdendo oxigénio,
Como se acorrentados ao triste destino das cidades onde reina a bolsa de valores
Sufoco, gostaria tanto de mudar de ares
Mas lá no fundo sei que é a porcaria deste ar que nos muda
É uma simples questão de sobreviver, bem mais que uma cruzada,
Exército de fantasmas em emboscada,
Vamos Camarada!
Nota sobre a tradução: Alguns versos fiz com mais facilidade, outros com mais dificuldade. É a tradução possível após uma hora e meia/duas horas de volta da letra original da música e alguns dicionários online. As expressões a vermelho foram aquelas que não encontrei tradução. Por isso, ajuda para completar a tradução ou melhorá-la são bem-vindas.
sábado, 25 de setembro de 2010
Poder Pa'l Pueblo!...29 de Setembro
sexta-feira, 23 de julho de 2010
domingo, 2 de maio de 2010
Porque o fazemos
Porque é que um comunista dedica tempo da sua vida a acções que beneficiam a classe, em vez de a si mesmo. A resposta é Orgulho de Classe!
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Born Free
M.I.A. - "Born Free" Music Video - Film from Asael on Vimeo.
As imagens que este vídeo mostra, ainda que ficcionais, podem ser encontradas em territórios como o Iraque, Afeganistão, Palestina ou Honduras. O Youtube já impossibilitou a sua visualização. Isto numa semana em que se sabe de uma nova câmara de torturas do exército americano no Iraque, que segundo a Human Rights Watch, faz Guantanamo parecer um piquenique.
Aconselho a visualização do videoclip. É genial e tem um conteúdo que desperta as consciências.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
domingo, 4 de abril de 2010
sexta-feira, 12 de março de 2010
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
O Estado dentro do Estado
As notícias que nos têm chegado da tentativa do governo PS de estabelecer um poder omnipotente nos órgãos de comunicação social revelam-nos mais uma faceta de um "polvo" que se vai revelando aos poucos, sem nunca aparecer na sua totalidade.
Os ataques à liberdade de imprensa por parte do PS, não são diferentes do silenciamento de Marcelo Rebelo de Sousa por Santana Lopes e das perseguições aos jornalistas no governo de Cavaco Silva.
Mas também não diferem dos lugares oferecidos aos "boys and girls" dos partidos que governaram Portugal nos últimos 33 anos, na Mota Engil, na PT, no BES e no BPN, nem das trafulhices dos submarinos, dos sobreiros e do Freeport.
Estes actos não são separados da acumulação de riqueza pelos grupos financeiros e da perda do poder de compra dos trabalhadores. Ou da proliferação das empresas de trabalho temporário, até a sua utilização pelo Estado, das benesses fiscais a quem paga o salário mínimo e dá um contrato de seis meses aos seus assalariados ou da expansão de um sistema de vigilância constante sobre os cidadãos.
É o natural resultado do domínio dos grupos económicos sob o sistema político português através dos seus comissários políticos: PS, PSD, CDS.
