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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Quem dá as respostas difíceis e quem as evita


Os últimos dias têm sido proveitosos em notícias anunciando o aumento da probabilidade de intervenção do FMI em Portugal.

As reacções de Manuel Alegre e Cavaco Silva pautam pelo mesmo tom. Afirmam que Portugal não "precisa" do FMI. Uma expressão inteligente para evitar o que não admitem poder aceitar no futuro.

Só um candidato afirma desde já a sua posição sobre o assunto. Francisco Lopes renega a ingerência do FMI e afirma que "o povo e o Estado português têm todo o direito de defender os seus interesses e de definir uma estratégia própria de desenvolvimento, que responda não às necessidades das multinacionais e dos grupos económicos, mas sim às necessidades nacionais e interesses dos trabalhadores e do povo português".

A cada momento de aperto ao povo e aos trabalhadores portugueses, Francisco Lopes não esconde-se por detrás de respostas ambíguas. Antes afirma um projecto de defesa dos interesses populares e nacionais.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Replay? Não. Loop Contínuo.


O Sócrates candidato a primeiro-ministro apresentou-se às câmaras com o novo-riquismo que parte da classe média ostenta e aprecia. Os gestos afectados e a voz anasalada com que proferia os discursos de lugares-comuns dos candidatos "socialistas" encantava as câmaras e o povo português que não esteve muito virado para pensar lá aceitou o fulano de serviço, que até tinha boa imagem.

Ora, o grande problema na política, é que a imagem ou é um reflexo das ideias motrizes ou uma frágil máscara que racha à mínima perturbação. E de percalço em percalço, a imagem de Sócrates tornou-se apenas mais uma nota do requiem da sua legislatura.

Mas como a democracia burguesa é uma próspera fábrica de hipocrisias eis que nos põem na bandeja Pedro Passos Coelho, trazendo consigo todo o aspecto da velha aristocracia que se digna a sair dos salões para "fazer política".

Como não se espera nenhum assomo de espírito crítico ao eleitorado, deve ser esta criatura que teremos de aturar após Sócrates e testemunhar o estilo "sangue azul" de Passos Coelho tornar-se mais um prego no caixão da sua carreira de futuro primeiro-ministro após ele desfazer o que resta de Abril e tornar Lei escrita a selvajaria que o Capital já faz reinar em tantos domínios da nossa vida.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Um governo miserável, um povo desgraçado

Fora das tricas burguesas do burburinho de que o país pode falir ou não e quem ganha com toda essa especulação, existe um povo cada dia mais explorado, pelo Privado e pelo Estado.

Se a notícia de que as empresas de trabalho temporário em Portugal já valem 1,2 mil milhões de euros são mais uma prova de que no Capitalismo a "filha-da-putice" não conhece crise, a informação de que 20 mil dos 100 mil trabalhadores temporários são contratados pelo próprio Estado, ficamos esclarecidos sobre a natureza assumidamente burguesa e exploradora do aparelho estatal governado pelo partido da «esquerda democrática, moderna e popular».

Também hoje ficamos a saber que o número de pessoas a auferir o salário mínimo em Portugal duplicou desde 2006. Os senhores que têm aprovado as ETT's e garantido a impunidade do trabalho sem direitos que elas proporcionam e os que fazem a apologia da exploração assalariada, tenham ao menos vergonha na cara de não comparecer nas comemorações do 25 de Abril.

domingo, 11 de abril de 2010

Passos Coelho (2)

"Privatizaram sua vida, seu trabalho, sua hora de amar e seu direito de pensar.
É da empresa privada o seu passo em frente,
seu pão e seu salário. E agora não contente querem
privatizar o conhecimento, a sabedoria,
o pensamento, que só à humanidade pertence
."

- Bertold Brecht

Passos Coelho (1)

«Privatiza-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatiza-se a água e o mar, privatize-se a justiça e a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E finalmente, para florão e remate de tanto privatizar, privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo...e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos».

- José Saramago

O que é Pedro Passos Coelho?

Numa das primeiras entrevistas à televisão do novo líder do PSD, quando ainda competia com Manuela Ferreira Leite e Santana Lopes, a jornalista Fátima Campos perguntou-lhe o que faria com a Caixa Geral de Depósitos, PPC afirmou peremptoriamente: «Privatizo-a». De seguida a entrevistadora questionou-lhe se iria regular os preços dos combustíveis quando estes subiam apesar do preço do petróleo estar a baixar e PPC respondeu: «Porquê? isso é um assunto da empresa, o Estado não tem nada a ver com isso».

É a continuação da rapina aos trabalhadores e consumidores como doutrina de Estado, com outra cara e uma voz de "barítono". Não há-de faltar dinheiro para a campanha eleitoral a este senhor.

quinta-feira, 11 de março de 2010

É isto que me vem à cabeça...

...quando leio e ouço as críticas às greves, aqui e na Grécia, ou de quem se atreve a pensar para além das linhas de raciocínio desenhadas pelo "desígnio nacional". Negros tempos, aqueles que vivemos. E algo me diz que os vindouros serão ainda piores.

segunda-feira, 8 de março de 2010

E isto? Não propagandeiam?

No ano passado, as empresas portuguesas contabilizaram mais 5,5 mil milhões de lucros à conta da discriminação das mulheres nos salários. É bonito ver a burguesia glamourosa a fazer campanhas bem-falantes sobre o dia da mulher. Apenas mais uma prova que a dignidade da mulher só conta enquanto produto de marketing. Praticar o que professam nas propagandas , viste-las.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

O que escondem as palavras


Por detrás do desígnio de «modernização do secundário» esconde-se negócios como os que o Público revelou hoje, no qual ficamos a saber que a maioria das escolas secundárias deixarão de ser património do Estado para passarem a fazer parte da empresa pública Parque Escolar.

Manuel Tiago, deputado do PCP, já previu que «no futuro, será a Parque Escolar a gestora de todas as escolas e se um dia o Governo decidir privatizá-la, o parque escolar passa a ter uma gestão empresarial». Num sistema de ensino com gestão empresarial, os encarregados de educação têm de pagar pela educação dos seus filhos, o que acontece com as escolas impostas em Nova Orleães depois do Katrina.

Numa escola com gestão empresarial, também não há lugar à participação dos professores na estruturação pedagógica das escolas e os sindicalistas são perseguidos com ameaças de despedimento.

Quase todos os grupos se insurgem contra esta medida, desde a FenProf, a Frente Nacional de Educação, o Conselho de Escolas e a Associação Nacional de Dirigentes Escolares. Só a Confederação de Pais sai em defesa desta política, mas para quem conhece um mínimo que seja a Confap, esta é um associada do Partido Socialista.

Para compreendermos a natureza do Parque Escolar, basta tomar atenção à adjudicação de obras nas escolas a empresas privadas, no valor de 35 milhões de euros, onde se encontram inúmeras parcerias de empresas de construção civil, sendo que uma delas, a Britalar, tem na sua direcção o antigo administrador da Parque Escolar entre 2001 e 2007, Saraiva Menezes, «mão direita» do presidente do Braga e presidente da mesa de concelhia de Braga do CDS-PP.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

cuidado!...eles são perigosos...


A Helena Matos, uma das nossas liberais de cartilha, vem hoje escrever no Público que o "terrorismo" de origem europeia não acabou e que se tornou mais perigoso, recorrendo actualmente à acção directa em protestos e manifestações.

Obviamente, não lhe incomodam as limpezas populacionais patrocinadas pela "Santa" América e seus compinchas espalhados pelos quatro cantos do mundo, ao longo do século XX e que continua hoje com cada vez mais força.

Como boa liberal que é, nem sequer lhe passa pela cabeça que exista uma correlação entre a proletarização da juventude europeia e a tal reorganização dos grupos «terroristas», como ela lhes chama.

Ao conectar os protestos de massas à "ameaça terrorista" expõe a sua vontade de proibir quaisquer manifestos contrários ao Capital e às suas terapias de choque, o desejo mais profundo dos liberais para pôr fim ao Estado Social, que eles apelidam de "Socialismo". Não enganam ninguém.

Os adeptos do Mercado Livre consideram os grupos revolucionários perigosos. Essa é a prova do seu medo e do nosso sucesso futuro.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

O Estado dentro do Estado



As notícias que nos têm chegado da tentativa do governo PS de estabelecer um poder omnipotente nos órgãos de comunicação social revelam-nos mais uma faceta de um "polvo" que se vai revelando aos poucos, sem nunca aparecer na sua totalidade.

Os ataques à liberdade de imprensa por parte do PS, não são diferentes do silenciamento de Marcelo Rebelo de Sousa por Santana Lopes e das perseguições aos jornalistas no governo de Cavaco Silva.

Mas também não diferem dos lugares oferecidos aos "boys and girls" dos partidos que governaram Portugal nos últimos 33 anos, na Mota Engil, na PT, no BES e no BPN, nem das trafulhices dos submarinos, dos sobreiros e do Freeport.

Estes actos não são separados da acumulação de riqueza pelos grupos financeiros e da perda do poder de compra dos trabalhadores. Ou da proliferação das empresas de trabalho temporário, até a sua utilização pelo Estado, das benesses fiscais a quem paga o salário mínimo e dá um contrato de seis meses aos seus assalariados ou da expansão de um sistema de vigilância constante sobre os cidadãos.

É o natural resultado do domínio dos grupos económicos sob o sistema político português através dos seus comissários políticos: PS, PSD, CDS.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Do Investimento do Estado

De acordo com uma reportagem do Público, o «investimento directo» do Estado caiu 70% em relação ao início da década, representando agora, apenas 1,6% do PIB, sendo que dessa percentagem, 0,6% provém de dinheiros comunitários.

Em contrapartida, as parcerias público-privadas proliferaram nos últimos anos e têm seguido um método universal, de custo para o Estado e benefício para a empresa privada. Desta forma, com o dinheiro dos impostos, hipotecou-se a sustentabilidade dos serviços públicos ao mesmo tempo que se criou uma classe de empresários dependentes dos negócios com o Estado.

Da situação de falta de receitas públicas, o Estado quer congelar os salários dos funcionários públicos enquanto Sócrates acaba de efectuar 1361 nomeações «em pouco mais de três meses».