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sábado, 11 de dezembro de 2010
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Até quando seremos saco de pancada dos "Mercados" - Greve Geral 24 de Novembro!
24 de Novembro, grande dia de luta dos trabalhadores portugueses contra os "mercados" e os seus serviçais políticos e mediáticos.
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sábado, 2 de outubro de 2010
Uma antiga história com fim esperançoso
Já ouvimos esta história várias vezes. E se em diferentes alturas, por vezes com diferentes actores, passou-se muitas vezes no mesmo local.
A história é a seguinte.
Um povo que foi condenado ao capitalismo mais selvagem e a um Estado corrupto e serviçal dos inimigos do povo decidiu que estava na altura de quebrar com esse rumo e elegeu um governo progressista que tem garantido uma série de mudanças anti-neoliberais e de reforço da soberania nacional.
Porque não quis que o seu país fosse teatro das guerras imperialistas, também decidiu expulsar as bases militares da superpotência estrangeira do seu território.
Ora, quem demonstra tamanha audácia e nobreza política, sabe que pode esperar uma réplica a altura de quem depende da servidão de povos inteiros para manter vivos os jogos de dinheiro.
O Império, através da embaixadora Heather Hodges, duas organizações que promovem a "democracia" e muito dinheiro à mistura, foi comprando a lealdade de certos sectores das forças da polícia e da Força Aérea para garantir que tinha mãos que empunhassem as armas da "democracia" e foi adquirindo o "activismo cívico" de algumas organizações políticas (Participación Ciudadana e Pro-justicia), indígenas (CODEMPE, Pachakutik, a CONAIE, a Corporación Empresarial Indígena del Ecuador e a Fundación Qellkaj), movimentos estudantis e até partidos "comunistas" de raíz maoísta e hohxista, o Partido Comunista Marxista-Leninista do Ecuador e o Movimento Popular Democrático.
Utilizando a desculpa de cortes nos «privilégios ilegítimos da polícia» o Império quis, qual dono de um cinema, repetir o trágico filme a que já assistimos demasiadas vezes: a deposição de um governo progressista e a sua troca por uma escumalhada militar, corporativa e empresarial munidos de um programa de extrema-direita com o intento de esmagar todas as conquistas pelas quais os trabalhadores lutaram.
O líder da oposição, o direitista Lúcio Gutierrez, já se preparava para tomar a governação do Equador pós-golpista.
Só que desta vez a história não teve o fim que o Império desejou.
O presidente Rafael Correa, mesmo convalescendo de uma intervenção médica, resistiu ao cobarde ataque e apelou ao exército e ao povo para proteger a «Constituição e a legalidade» e tanto um como o outro comportaram-se à altura das circunstâncias.
O exército rompeu o cerco policial e resgatou Correa do quartel, o povo saiu às ruas em protesto contra uma acção que sabiam ter intenções anti-populares e por um governo que reconhecem ter respondido a algumas das exigências do povo.
Nas fileiras de apoio a Correa, junto das massas, encontravam-se militantes e activistas do Partido Comunista do Equador e da Juventude Comunista do Equador, com um espírito de resistência que só os verdadeiros comunistas demonstram nos momentos de maior aperto.
O golpe de estado falhou e redundou em intentona, tal como na Venezuela em 2002 e na Bolívia em 2008.
Fica a mensagem para o Império e os senhores do dinheiro.
A América Latina é cada vez menos o «quintal das traseiras» dos EUA e os povos deste sub-continente aproveitam o actual período histórico para fortalecer a sua soberania.
No entanto há que ressalvar que sendo positivos os processos políticos progressistas a decorrer em vários países latino-americanos, isso não apaga a necessidade da edificação de um regime socialista e da tomada do Estado pela classe trabalhadora de modo a garantir a vitória dos povos sobre a exploração capitalista e as ingerências do Imperialismo.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Os coveiros da sua própria mentira
Com o anúncio do terceiro PEC o país entra na onda de austeridade brutal que tem corrido a Europa desde o início da crise.
Após a ajuda bilionária prestada à banca sem qualquer hesitação ou preocupações com o futuro impacto nas contas públicas, eis que a dívida bate à porta reclamar o seu pagamento e os governos querem liquidá-la sacrificando os direitos sociais, laborais e os serviços públicos. O chamado Estado Social.
O Estado Social foi uma conquista da luta dos trabalhadores mas igualmente um instrumento da Burguesia para refrear a caminhada da classe dos produtores em direcção a um sistema socialista que garantisse o triunfo do Trabalho sobre o Capital e todas as forças reaccionárias.
A derrota do Socialismo na Europa de Leste e o enfraquecimento das organizações reivindicativas dos trabalhadores devido à globalização capitalista foi o toque de partida para o desmantelar progressivo do Estado Social.
As antigas pátrias socialistas viram o seu património, indústria e serviços públicos serem desmantelados e vendidos a preços da chuva ao Capital e a indígenas oportunistas em terapias de choque que condenaram os povos à pobreza, os trabalhadores à exploração e as nações à subserviência ao Capital.
Já onde o Estado Social tinha criado raízes históricas, nomeadamente nos países europeus deste lado da "cortina de ferro", foi-se impondo o Capitalismo total aos poucos através de privatizações dos sectores empresariais estatais. Privatizações essas que muitas vezes eram levadas a cabo por partidos com palavreado de esquerda mas com historial de ligação ao Capital e que pela sua aura progressista perante o eleitorado eram os agentes ideais para desmantelar as conquistas dos trabalhadores.
O enredo do que se seguiu até aos dias de hoje foi simples. Entregando ao Mercado as principais fontes de receita pública passou-se ao estrangulamento financeiro dos serviços públicos e começava o início da privatização de serviços essenciais à população como a Saúde e Educação com as malogradas parcerias público-privadas onde o Estado se afundava com os custos dos projectos enquanto os lucros eram arrecadados pelos privados.
Com a crise e a histeria que quis justificar a entrega de milhares de milhões do erário público à banca entrou-se num processo vertiginoso da destruição do Estado Social e as forças políticas que antes geriam pausadamente o fim dos direitos sociais viram reforçadas as suas posições de executores da agenda dos Mercados.
Agora só falta a estes comissários políticos da Burguesia liquidar os direitos laborais e os seus ataques aos interesses populares continuarão com o reforço do aparelho securitário do Estado e a descaracterização das leis eleitorais democráticas e pacotes fiscais garantindo desse modo que a democracia liberal assuma todo o seu "esplendor", ou seja, o rapto de todos os aspectos da vida social e económica pelo Mercado e as suas excrescências burocráticas.
O rumo político da "esquerda" que manuseou e abusou do Estado Social é dos mais curiosos mas segue uma coerência atroz. Desde os brados inflamados saídos do Maio de 68 até ao "patriótico" apelo de sacrifício para salvar as contas públicas, passando pela "defesa" da democracia em laivos anti-comunistas, a estratégia essencial destas forças políticas "bem-pensantes" foi manter o controlo dos sectores estratégicos da economia e do aparelho estatal pela Burguesia, para que num momento de fragilidade do movimento operário e comunista internacional, como o actual, se passasse à rápida ofensiva aos direitos conquistados após décadas de luta dos trabalhadores.
Perante este cenário, escusado será dizer que a Luta dos povos e da classe trabalhadora é o único caminho a seguir, mas há que ser paciente e resoluto nas convicções pois só a intensidade duradoura das reivindicações populares poderá determinar a dinâmica do devir da História e quem sabe se numa futura jornada de luta europeia ou greve geral não se desencadeie o processo histórico em que por fim, como canta Labordeta, «haverá um dia em que todos, ao levantar a vista, veremos uma terra que ponha Liberdade».
domingo, 19 de setembro de 2010
Sobre a actualidade e a correlação de forças

A aplicação do visto prévio aos orçamentos dos Estados-Membros representa o solidificar da União Europeia como um órgão de monitorização e controlo económico e político dos povos europeus e da sua classe trabalhadora.
A construção da UE como uma instituição reaccionária e que concentra os interesses económicos e financeiros numa burocracia vinculada a um projecto federalista que esvazia a democracia de conteúdo e inutiliza as lutas dos trabalhadores ao colocar os principais centros de decisão na Comissão Europeia, só obriga os partidos comunistas a incitar à luta popular contra a União Europeia do Capital e a construção de uma outra Europa, regida pelos trabalhadores e suas forças políticas de classe, baseada na edificação do Socialismo e construção gradual do Comunismo.
O Marxismo-Leninismo não se esgota na semântica inflamada mas vive-se na prática da ligação às massas, procurando reconhecer os seus anseios, para a partir daí construir uma frente popular comprometida com os interesses do povo.
A ruptura patriótica e de esquerda representada pela candidatura presidencial de Francisco Lopes é a única que combate consequentemente a ofensiva da grande burguesia (inter)nacional aos trabalhadores portugueses e propõe a passagem à construção de outro projecto de sociedade, mais justa e solidária, baseada no conhecimento científico da realidade social e económica.
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segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Quando se lembrarem de nós...
Já hoje ouvi falar em «geração perdida» e «geração esquecida» umas poucas vezes e agora que me recordo, desde o início da crise tenho ouvido estas expressões com frequência. A questão fica. Quando é que os jovens passam a merecer maior atenção do que um artigo ou dois num jornal da imprensa dominante, inflando a pseudo-intelectualice de algum jornalista com o seu adjectivar da juventude?
Entretanto ouvi a líder da Confederação Europeia de Sindicatos e da Organização Internacional do Trabalho falar de acordos entre trabalhadores e empregadores para criar mais emprego e um secretário de estado qualquer a promover o empreendedorismo.
Alguém com dois dedos de testa percebe que a juventude está tramada com esta cambada. Será que só se vão lembrar de nós quando caminharmos seguros do que queremos e o que quisermos não os envolver a eles nem ao sistema que representam?
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quinta-feira, 6 de maio de 2010
Quando os trabalhadores se dignificam na luta, a Solidariedade é a Lei Máxima
quarta-feira, 5 de maio de 2010
A Dignidade começa Aqui: Homenagem ao KKE
A Grécia é o país que a burguesia internacional escolheu para atacar a Europa em nome da burguesia euro-americana e do refinanciamento do dólar, moeda caduca que já sacrificou a América Latina e África no Choque de Volcker nos anos 80 e a Ásia na crise asiática de finais dos anos 90.
Agora é a altura dos trabalhadores europeus serem sacrificados para a salvação de umas poucas economias capitalistas ocidentais, viciadas na produção industrial deslocalizada, trabalhadores precários, sector dos serviços e finança especulativa.
A situação social na Grécia intensifica-se e os Papandreous e Karamanlis da política helénica vêm que já não existem possibilidades de estenderem as suas dinastias no futuro. Os trabalhadores gregos começam a consciencializar-se da podridão moral e ética dos comissários políticos da burguesia.
O Partido Comunista Grego (KKE) e o sindicato de classe grego (PAME) não cessa a luta e junta nas suas fileiras trabalhadores nacionais, imigrantes, jovens e velhos e até estudantes, desempregados e reformados. Os próprios sindicatos afectos ao PASOK (no poder) começam a deixar de proteger as costas a Papandreous e a participar na contestação ao plano de austeridade orquestrado pelo governo grego, a UE e o FMI.
Agora é a altura dos trabalhadores europeus serem sacrificados para a salvação de umas poucas economias capitalistas ocidentais, viciadas na produção industrial deslocalizada, trabalhadores precários, sector dos serviços e finança especulativa.
A situação social na Grécia intensifica-se e os Papandreous e Karamanlis da política helénica vêm que já não existem possibilidades de estenderem as suas dinastias no futuro. Os trabalhadores gregos começam a consciencializar-se da podridão moral e ética dos comissários políticos da burguesia.
O Partido Comunista Grego (KKE) e o sindicato de classe grego (PAME) não cessa a luta e junta nas suas fileiras trabalhadores nacionais, imigrantes, jovens e velhos e até estudantes, desempregados e reformados. Os próprios sindicatos afectos ao PASOK (no poder) começam a deixar de proteger as costas a Papandreous e a participar na contestação ao plano de austeridade orquestrado pelo governo grego, a UE e o FMI.
Uma forma subtil de racismo começa a formar-se no discurso dos políticos dos media. Que os PIGS (Portugal, Itália, Grécia e Espanha) estão em crise porque os seus trabalhadores são preguiçosos e pouco produtivos, quando os dados mostram que os trabalhadores gregos, portugueses e espanhóis são os que mais horas laboram por ano.

O Presidente grego, Caroulos Papoulias, afirmou que o país está à beira do abismo. Errado. A Grécia que está à beira do abismo é aquela em que os capitalistas rapinam a riqueza criada pelos trabalhadores para a esbanjarem em jogos especulativos nas bolsas de valores, enquanto os políticos pedem «austeridade» a quem menos tem, deixando os ricos impunes.
Os trabalhadores gregos estão a dar uma lição de Dignidade aos povos europeus e o KKE não desiste enquanto todo o PEC grego e intromissão do FMI for erradicada.
terça-feira, 4 de maio de 2010
Uma simples mas valorosa conquista de Abril
Segundo um estudo da organização Save the Children, Portugal é um melhor país para uma mulher ser mãe do que os Estados Unidos. No que toca a ser-se criança em Portugal, ocupamos a oitava posição.Cuba é o melhor país para a Maternidade entre os países em desenvolvimento.
Na análise da situação das mães nos diferentes países foi tido em conta dez factores ligados à saúde, economia, educação, política e bem-estar básico dos filhos.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
O Mundo conheceu um Grande Primeiro de Maio
O Primeiro de Maio é uma data cheia de significado para a classe trabalhadora e imbuída de espírito revolucionário. Comemorá-lo é participar na edificação da Sociedade nova, Socialista e Justa. Contudo, este Primeiro de Maio foi pródigo em acções políticas consequentes na marcha para esse novo mundo mais justo.
Na Colômbia, os trabalhadores protestaram contra a ditadura uribista que já assassinou mais de 2000 sindicalistas. Em Bogotá, a repressão uribista causou 16 feridos e 219 detenções. Em Cali, agrediram-se jornalistas e também houve confrontos em Medellí e Bucaramanga.
Nas Honduras, a Frente Nacional de Resistência Popular convocou com os sindicatos uma grande manifestação de massas contra o governo marioneta e assassino de Porfírio Lobo, exigindo uma nova Constituinte e a tomada do poder pelo povo.
No El Salvador, os trabalhadores saíram à rua para reclamar o projecto de Socialismo que a Frente Farabundo Martí prometeu e que o seu líder Maurício Funes está a trair com a social-democracia e uma posição pró-imperialista.
No Nepal, onde os comunistas liderados por Prachanda derrubaram uma monarquia, começou um greve geral em todas as cidades deste país asiático para derrubar o governo, exigir uma Constituição democrática e proclamar a República Popular Federal do Nepal.
Na Rússia, numa manifestação do Primeiro de Maio convocada pelo Partido Comunista da Federação Russa, o seu secretário geral, o Camarada Zyuganov informou que em 2009 inscreveram-se 13 mil novos militantes e durante este ano já se registaram mais 6 mil militantes.
Nas Canárias, num grande exemplo de unidade, o Partido Comunista das Canárias, o Partido Comunista do Povo Canário e o Partido Revolucionário dos Comunistas Canários marcharam juntos contra o Capitalismo e pelo Socialismo.
Na Moldávia, o Partido Comunista Moldavo saiu à rua numa grande acção de massas em protesto contra o governo pró-Nato e pró-capitalista.
Assim, quando os trabalhadores ripostam as ofensivas de que são alvo pode-se dizer: Há Esperança!
- informações retiradas do Civilizacion Socialista.
Em Macau, território autónomo onde o poder executivo do sistema político não é exercido pelo Partido Comunista Chinês, os trabalhadores exigiram os seus direitos enquanto marchavam com bandeiras da República Popular, as forças da autoridade regional atacaram os manifestantes.
Na Colômbia, os trabalhadores protestaram contra a ditadura uribista que já assassinou mais de 2000 sindicalistas. Em Bogotá, a repressão uribista causou 16 feridos e 219 detenções. Em Cali, agrediram-se jornalistas e também houve confrontos em Medellí e Bucaramanga.
Nas Honduras, a Frente Nacional de Resistência Popular convocou com os sindicatos uma grande manifestação de massas contra o governo marioneta e assassino de Porfírio Lobo, exigindo uma nova Constituinte e a tomada do poder pelo povo.
No El Salvador, os trabalhadores saíram à rua para reclamar o projecto de Socialismo que a Frente Farabundo Martí prometeu e que o seu líder Maurício Funes está a trair com a social-democracia e uma posição pró-imperialista.
No Nepal, onde os comunistas liderados por Prachanda derrubaram uma monarquia, começou um greve geral em todas as cidades deste país asiático para derrubar o governo, exigir uma Constituição democrática e proclamar a República Popular Federal do Nepal.
Na Rússia, numa manifestação do Primeiro de Maio convocada pelo Partido Comunista da Federação Russa, o seu secretário geral, o Camarada Zyuganov informou que em 2009 inscreveram-se 13 mil novos militantes e durante este ano já se registaram mais 6 mil militantes.
Nas Canárias, num grande exemplo de unidade, o Partido Comunista das Canárias, o Partido Comunista do Povo Canário e o Partido Revolucionário dos Comunistas Canários marcharam juntos contra o Capitalismo e pelo Socialismo.
Na Moldávia, o Partido Comunista Moldavo saiu à rua numa grande acção de massas em protesto contra o governo pró-Nato e pró-capitalista.
Assim, quando os trabalhadores ripostam as ofensivas de que são alvo pode-se dizer: Há Esperança!- informações retiradas do Civilizacion Socialista.
quinta-feira, 18 de março de 2010
Há mulheres mais democráticas que outras
Após o golpe das Honduras, a chachada das eleições colombianas com a compra maciça de votos, agora é a Revolução Cubana a ser posta em causa pelas Damas de Blanco. Perfila-se mais uma "revolução" às cores? Carolus Wimmer, num artigo para odiario explica que os motins filo-imperialistas apostam em símbolos vagos que apelam a uma certa «inocência» e rebeldia apolítica. O amor pátrio é deixado de lado. Bem à moda liberal.
Mas voltemos ao Dia Internacional da Mulher. Esse dia que nos países capitalistas se aproveita para lançar mais umas quantas publicidades de mulheres bonitas a patrocinar uma mensagem cliché e um qualquer objecto de consumo.
O movimento feminista hondurenho e mulheres do grupo anti-golpista Resistência das Honduras reuniu-se na Plaza de la Merced em Tegucicalpa para proclamar os direitos das mulheres. A resposta? Um grupo de mulheres do Instituto Nacional da Mulher, pró-golpista, reprimiu o primeiro protesto.
Alguém ouviu falar disto nos media?
quinta-feira, 11 de março de 2010
Ainda sobre o dia da mulher
A 8 de Março de 1917 (23 de Fevereiro no calendário russo da altura) as operárias de Petrogrado do sector têxtil faziam greves contra a guerra, (I Guerra Mundial) o desemprego e a escassez de alimentos. Com os homens daquele país na frente de batalha, a greve de massas iniciada naquele dia despoletou todo um rol de protestos que desencadeou a Revolução de Fevereiro.
Mais tarde, em 1921, uma comunista búlgara propõe o dia 8 de Março, como celebração do Dia Internacional da Mulher, de forma a lembrar a «iniciativa das mulheres russas».
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domingo, 7 de fevereiro de 2010
Ah, mas o que é preciso é mais mercado livre!
Por distracção ou má fé, ainda ninguém reparou que os dados estatísticos da economia madeirense estão trapaceados, contando-se o dinheiro existente no off-shore juntamente com o da economia real. E na economia real da Madeira, existem 20% de pobres. Um número que partilha com Portugal continental e em todo o território e caso não fossem as ajudas sociais, a taxa real de pobreza atingiria os 40% da população.
Curiosamente, num país europeu que nos habituámos a acreditar que era dos mais pobres no continente, a Bielorússia, no qual 80% da economia é controlada pelo Estado e que com o presidente Lukashenko nunca abandonou o caminho do socialismo, a taxa de pobreza ronda os 7,3%. Desde 2001 a 2008, a Bielorússia desceu o seu número de pobres, de 41,9% para os 6,1%. A crise financeira mundial atingiu a economia nacional e fez subir a pobreza para a taxa já referida.
Longe do culto do empreendedorismo e da sanha privatizadora cada vez mais dominante nas medidas e discursos políticos em Portugal, a fidelidade bielorussa ao socialismo valeu-lhe uma eficiente redução da pobreza, melhor do que a da República Checa, o país que tem menos percentagem de pobres na União Europeia, 9%.
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Na Moldávia, fazem-se "tachos" por encomenda
Mas ao olhar o que está a acontecer na Moldávia, não me passa outra coisa pela cabeça senão a implementação de "tachos" a torto e a direito para as quatro forças políticas actualmente no poder, liberais.
O líder parlamentar e presidente em funções da Moldávia, Mihai Gimpu ordenou por decreto a formação de uma comissão composta por «politólogos, juristas, filósofos e historiadores», cujo objectivo é «avaliar» o regime comunista existente naquele país até à proclamação da independência em 1991.
Para perceber a natureza desta medida, ela fundamenta-se na condenação dos "totalitarismos" da Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa e poderá acabar na «proibição do nome e símbolos do partido comunista».
Aparte das condenações "democráticas" da Europa, está em curso a imposição de um clima de perseguição dos militantes e activistas do Partido Comunista da República da Moldávia e da União das Juventudes Comunistas. Registaram-se casos em que indivíduos ligados às forças políticas comunistas foram obrigados a apresentar-se nas esquadras policiais e identificarem-se. Houve até um jovem comunista que ficou isolado pela polícia e permaneceu incontactável durante doze horas.
A perseguição de activistas políticos, «características de um estado policial», não é criticada pela União Europeia e instituições "democráticas" afins, porque a coligação das direitas liberais na Moldávia está a utilizar o modus operandi dos países prestes a vender a sua classe trabalhadora por tuta e meia à burguesia internacional, o anti-comunismo.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Revolta contra a Máfia e novos bombardeamentos em Gaza
A falta de condições de vida e os salários de miséria são uma constante no quotidiano dos trabalhadores imigrantes, porém a revolta só eclodiu após dois imigrantes terem sido atingidos a tiro, estando de momento a recuperar no hospital.
A revolta proletária que se está a desenrolar em Rosarno já aconteceu há dois anos em Castelvolturno na Campania, quando grupos de trabalhadores imigrantes enfrentaram a Camorra, que assassinou dois dos seus companheiros.
Estes protestos podiam ser aproveitados pelos trabalhadores nativos para expurgar o seu país da Máfia, da Burguesia e dos políticos capitalistas, mas a sanha racista incutida desde há muito pelo proto-ditador Berlusconi manietou de tal maneira as consciências do povo italiano que este reprime pelas próprias mãos as massas imigrantes.
Outra (má) notícia é a de terem voltado os bombardeamentos a Gaza por parte das forças aéreas israelitas.
Ainda que pelos olhos da imprensa, o Médio Oriente está sereno com excepção da turbulência política iraniana, já há alguns dias uma Marcha pela Liberdade de Gaza começada no Egipto tenha quebrado o cerco desta região palestiniana, apesar da violência com que foram recebidos pelos polícias egípcios na fronteira.
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