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quinta-feira, 17 de junho de 2010

Que «resiste» e «diz não»!

A Comissão Europeia aprovou hoje a retirada da soberania económica aos seus países membros. Já a partir da próxima primavera, todos os orçamentos nacionais têm de ser avaliados por Bruxelas antes de serem aprovados nos parlamentos de cada país.

Este é um passo marcante na «governação económica» da Europa e Sócrates considera a medida «óbvia e natural». Ora, é «óbvio» e «natural» que ao mesmo tempo que se retiram os direitos sociais se "suspenda" a democracia naquilo que é importante.

Enquanto as elites afiam as "baínhas das suas espingardas", os povos não se podem demitir de "organizar as suas barricadas" e hoje, o PCP organizou uma manifestação em Lisboa que contou com 5000 pessoas.
O PCP é um partido que não cavalga na apatia nem na distracção barata com que o Capital pretende adormecer os trabalhadores e o povo e finca o pé contra as propostas do retrocesso social e mostra que existe alternativa para além da demagogia liberal e pró-capitalista.
Amanhã em Évora e sábado no Porto, o Partido Comunista Português continua o ciclo de manifestações.
A luta continua de todas as formas e em todos os lugares, que «aqui ninguém se entrega»!

quarta-feira, 10 de março de 2010

Parabéns atrasados

Ainda não fui a tempo, mas deixem-me compensar a falta com este post. O nosso Partido fez 89 anos a 6 de Março. Há certamente muito a dizer acerca do PCP, mas a sua História fala por si. Quem olhar para o século XX português apercebe-se que o PCP foi o seu movimento socio-político mais importante. A liderar a resistência ao fascismo ou a lutar contra as políticas de direita, ou noutros períodos históricos, a ingressar nas fileiras dos movimentos de massa democráticos, poucos são os momentos históricos do século XX português em que o nosso partido não participou ou organizou. A própria democracia em que vivemos é fruto da coragem dos comunistas que combateram o regime de Salazar e Caetano.

Muitos poderão dizer que o PCP é uma força política "minguante", mas quem repare bem na primeira década do século XXI em Portugal, denota que foram os comunistas nas organizações das comunidades, municipais, cívicas e sindicais que tornaram a nossa democracia, um pouco mais popular e menos oligarca, um pouco mais real e menos mediática.

O nosso objectivo, a construção do socialismo em direcção ao comunismo, virá certamente, nem que seja porque a sociedade dos trabalhadores livres só se faz com a participação de todos os povos, incluindo o português.