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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Quem dá as respostas difíceis e quem as evita


Os últimos dias têm sido proveitosos em notícias anunciando o aumento da probabilidade de intervenção do FMI em Portugal.

As reacções de Manuel Alegre e Cavaco Silva pautam pelo mesmo tom. Afirmam que Portugal não "precisa" do FMI. Uma expressão inteligente para evitar o que não admitem poder aceitar no futuro.

Só um candidato afirma desde já a sua posição sobre o assunto. Francisco Lopes renega a ingerência do FMI e afirma que "o povo e o Estado português têm todo o direito de defender os seus interesses e de definir uma estratégia própria de desenvolvimento, que responda não às necessidades das multinacionais e dos grupos económicos, mas sim às necessidades nacionais e interesses dos trabalhadores e do povo português".

A cada momento de aperto ao povo e aos trabalhadores portugueses, Francisco Lopes não esconde-se por detrás de respostas ambíguas. Antes afirma um projecto de defesa dos interesses populares e nacionais.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Francisco Lopes, um candidato de classe

Para o presidente da República seria importante haver uma convergência de esquerda?

A questão da convergência é interessante, mas para mim aquela que se coloca sempre é: convergência em torno de quê? O projecto de ruptura com a política de direita implica que o poder político não esteja controlado pelo poder económico e pelos grandes grupos económicos e financeiros. Que é o que acontece ao longo destas últimas décadas, quando respondeu bem a esses interesses porque em momentos de crise e de combate ao défice esses grupos têm sempre lucros elevadíssimos e crescem. A questão da convergência coloca-se sempre em primeiro lugar em torno de um programa de mudança que responda às necessidades dos trabalhadores e de Portugal.

- o resto da entrevista aqui.

domingo, 19 de setembro de 2010

Sobre a actualidade e a correlação de forças


A aplicação do visto prévio aos orçamentos dos Estados-Membros representa o solidificar da União Europeia como um órgão de monitorização e controlo económico e político dos povos europeus e da sua classe trabalhadora.

A construção da UE como uma instituição reaccionária e que concentra os interesses económicos e financeiros numa burocracia vinculada a um projecto federalista que esvazia a democracia de conteúdo e inutiliza as lutas dos trabalhadores ao colocar os principais centros de decisão na Comissão Europeia, só obriga os partidos comunistas a incitar à luta popular contra a União Europeia do Capital e a construção de uma outra Europa, regida pelos trabalhadores e suas forças políticas de classe, baseada na edificação do Socialismo e construção gradual do Comunismo.

O Marxismo-Leninismo não se esgota na semântica inflamada mas vive-se na prática da ligação às massas, procurando reconhecer os seus anseios, para a partir daí construir uma frente popular comprometida com os interesses do povo.

A ruptura patriótica e de esquerda representada pela candidatura presidencial de Francisco Lopes é a única que combate consequentemente a ofensiva da grande burguesia (inter)nacional aos trabalhadores portugueses e propõe a passagem à construção de outro projecto de sociedade, mais justa e solidária, baseada no conhecimento científico da realidade social e económica.

domingo, 29 de agosto de 2010

Declaração de Francisco Lopes na apresentação da candidatura à Presidência da República



«Com a decisão hoje assumida e tornada pública sobre a candidatura do PCP às eleições presidenciais, damos expressão a uma intervenção política indispensável à afirmação de um projecto essencial para o presente e para o futuro de Portugal.

Sobre o nosso País pesam a influência negativa decorrente da natureza do capitalismo, dos objectivos e rumo da União Europeia após quase 25 anos de integração e de 34 anos de política de direita e abdicação nacional realizada por sucessivos governos, em desrespeito da Constituição da República Portuguesa, com o apoio ou cumplicidade da Presidência da República.

As consequências estão à vista. Portugal é hoje um país mais injusto, mais desigual e mais dependente. O desemprego, a precariedade, a exploração, a pobreza e as dificuldades de muitos milhões de portugueses contrastam com a corrupção, a acumulação de riqueza e a opulência de alguns. É um país marcado por um processo de declínio nacional, de descaracterização do regime democrático e de amputação da soberania e independência nacionais.

Não aceitamos esse rumo. Recusamos o desaproveitamento das potencialidades existentes, não aceitamos o comprometimento do futuro do País. Portugal não é um país pobre. Portugal pode ser melhor, mais desenvolvido e mais justo. Para isso exige-se a ruptura com a política de direita e a opção de um novo rumo para o País.

Um novo rumo, assente numa política patriótica e de esquerda, vinculada aos valores de Abril, capaz de realizar os direitos e as aspirações dos trabalhadores e do povo, de assegurar o desenvolvimento económico e o progresso social e afirmar a identidade cultural, a soberania e independência nacionais.

Um rumo de reforço do aparelho produtivo e da produção nacional, de criação de emprego com direitos, de aumento dos salários e das pensões, de defesa dos direitos sociais, de garantia de um sector público forte e determinante, de apoio às PME, ao mundo rural e às pequenas e médias explorações agrícolas de defesa dos serviços públicos, das funções sociais do Estado, na saúde, na educação, na segurança social, na defesa do meio ambiente e de promoção e valorização da cultura.

Um rumo em que o Estado esteja ao serviço do desenvolvimento, com uma Administração Pública eficiente, uma segurança interna para garantir a tranquilidade e os direitos das populações, uma justiça célere e eficaz, uma defesa nacional e relações externas assentes nos princípios da soberania nacional, da cooperação e da paz.

Um rumo que promova a ruptura com a natureza do processo de integração europeia, com a postura de submissão ao imperialismo e à NATO e contribua para um mundo mais justo, onde sejam afirmados os direitos dos trabalhadores e dos povos.

Este caminho é possível e está nas mãos do povo português, com a sua opinião, a sua participação, a sua luta e o seu voto.

A candidatura que hoje assumimos, é parte integrante da construção desse percurso colectivo que há-de inscrever no futuro um horizonte de esperança e concretização de uma vida melhor.

Quando se perfilam novos ataques às liberdades, aos direitos e interesses dos trabalhadores e do povo português e à Constituição, que conduziriam à acentuação da exploração, das injustiças sociais e do risco de desastre nacional, o Presidente da República no quadro dos seus poderes pode e deve intervir de forma inequívoca na concretização do compromisso que assume de cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa.

As eleições presidenciais pelo seu processo, a sua dinâmica e a decisão sobre as orientações e opções do órgão de soberania Presidência da República exercerão uma importante influência para abrir caminho a uma nova fase da vida nacional.

As candidaturas até hoje anunciadas não respondem a esse objectivo.

A candidatura do PCP, distanciando-se e distinguindo-se de posicionamentos ambíguos, opõe-se ao prosseguimento do actual rumo ao serviço dos interesses dos grupos económicos e financeiros, sejam quais forem os protagonistas que a realizem. A candidatura que assumo emerge e afirma-se como uma necessidade incontornável, com um compromisso claro sobre a situação e o futuro de Portugal.

Assumimos o compromisso de apresentar e protagonizar uma alternativa para o exercício das funções do Presidente da República, marcada pela determinação e a confiança na força dos trabalhadores e do povo e na projecção dos valores de Abril, num Portugal com futuro.

Assumimos o compromisso de desenvolver o esclarecimento sobre a prática negativa seguida pelo actual Presidente da República, Cavaco Silva, sobre as suas reais responsabilidades na situação que o País vive, quer pelos dez anos em que foi primeiro-ministro, quer pelo seu mandato como Presidente da República e de contribuir para derrotar a sua candidatura cujo eventual sucesso configuraria a persistência dos problemas nacionais e um salto qualitativo no seu agravamento.

Assumimos o compromisso de intervir na defesa e afirmação do regime democrático, promovendo o respeito, cumprimento e efectivação da Constituição da República e dando combate às práticas que a desrespeitam e aos projectos que visam a sua subversão.

Assumimos o compromisso de afirmar a necessidade de uma profunda mudança na vida nacional, de promover o debate, a afirmação e a mobilização em torno de um grande projecto político, patriótico e de esquerda, capaz de enfrentar a gravidade da situação a que o País chegou e de lançar Portugal no caminho do desenvolvimento, da justiça e do progresso social.

Esta candidatura, que protagoniza um projecto próprio e inconfundível, suscita no seu desenvolvimento, uma dinâmica de participação e empenhamento populares e assume plenamente o exercício dos seus direitos, desde a apresentação até ao voto, bem como as responsabilidades decorrentes da opção do povo português.

Esta é uma candidatura vinculada aos valores de Abril, a um projecto de democracia política, económica, social e cultural, a um Portugal soberano e independente. Uma candidatura patriótica e de esquerda, coerente e determinada, portadora de um projecto de ruptura e mudança. Uma candidatura aberta à participação de todos aqueles que, inquietos e atingidos pela grave situação do País, aspiram a uma profunda mudança na vida nacional. Uma candidatura dirigida aos trabalhadores e à afirmação dos seus direitos, às aspirações dos jovens, empenhada com a luta pela igualdade no trabalho e na vida das mulheres, solidária com os direitos das pessoas com deficiência, presente na luta pela dignificação e valorização da vida dos mais idosos. Uma candidatura dirigida a todos os democratas e patriotas.

Iniciamos hoje aqui um percurso, que nos levará a todo o País, que se cruzará todos os dias com os interesses e direitos dos trabalhadores, das jovens gerações, do povo, com os seus problemas aspirações e lutas, o percurso de uma candidatura que age para abrir uma fase nova na vida do nosso País.

No início da segunda década do século XXI, aqui estamos, com a convicção de sempre, com a determinação correspondente às exigências actuais e com uma inabalável confiança no futuro.»

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Francisco Lopes: uma candidatura fiel aos interesses dos trabalhadores e do povo Português


O deputado e dirigente comunista Francisco Lopes foi anunciado como candidato à Presidência da República numa conferência de imprensa do Partido Comunista Português após uma reunião do Comité Central.

Francisco Lopes, electricista de profissão, resistente antifascista e militante comunista desde 1974, viveu o suficiente como activista pelos valores de Abril para conhecer as feridas abertas que as políticas de direita têm deixado em Portugal durante os último 34 anos.

Mantendo uma firmeza de ideais notável, o Camarada Francisco Lopes é, nas palavras de Brecht, um dos «imprescindíveis», por toda uma vida de luta pela soberania da classe trabalhadora e pela edificação do Socialismo em Portugal.

Conhecendo esta faceta de Francisco Lopes, a "esquerda" e a direita logo se apressou a rotulá-lo de «ortodoxo» e tenta menorizá-lo por vir da classe trabalhadora e não dos círculos restritos e elitistas em que o Capital gosta de fazer a gestação dos seus futuros comissários políticos.

A fulanização do discurso político, uma das mais utilizadas armas do Capital para desvirtuar a democracia, é uma prática descartada pelos comunistas que se apresentam neste acto eleitoral com a única candidatura disposta a apresentar ideias, debatê-las e afirmá-las junto do povo e dos trabalhadores.

Francisco Lopes, mais do que ser uma personalidade, é um representante dos ideais que defendem os interesses dos trabalhadores e do povo português, que traz medidas políticas bem fundamentadas e argumentos com substância.