Mostrar mensagens com a etiqueta Democracia Burguesa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Democracia Burguesa. Mostrar todas as mensagens

sábado, 11 de dezembro de 2010

Os trabalhadores e a Imprensa

«Quando os trabalhadores ganharem só o suficiente para comer, dir-se-á na televisão que os trabalhadores comem demasiado»
- palavras de um camarada

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Questionam?! Mas quem?


Se há expressão que de tão repetida dentro em pouco se irá converter em axioma é a de que a democracia nunca foi tão questionada como hoje. É ver nas colunas de opinião e lá estão as catatuas engasgadas do regime mencionando uma ameaça abstracta sobre a democracia portuguesa.

A questão é...mas quem questiona? Será que estes ilustres desconhecidos a quem são dadas páginas inteiras nos jornais ou imagem e voz nas televisões andam aí pelas ruas, cafés e locais de trabalho a perguntar a quem passa se deseja o fim da democracia? Ou se queriam uma "democracia musculada"?

Quem é que lhes diz que questiona a democracia? Realmente acreditam que os bitaites contra os "políticos" de gente que não milita para lá do balcão do café nem se organiza noutra instituição além dos clubes de futebol contam para alguma coisa? Esses, se questionados a fundo, logo abandonam a postura altaneira pela covardia de quem fala sem pensar e admitem que não se revendo em quem nos tem governado não põem em causa a democracia.

Por isso, mais uma vez pergunto, quem é que dentro do povo questiona a democracia?

sábado, 2 de outubro de 2010

Uma antiga história com fim esperançoso


Já ouvimos esta história várias vezes. E se em diferentes alturas, por vezes com diferentes actores, passou-se muitas vezes no mesmo local.

A história é a seguinte.

Um povo que foi condenado ao capitalismo mais selvagem e a um Estado corrupto e serviçal dos inimigos do povo decidiu que estava na altura de quebrar com esse rumo e elegeu um governo progressista que tem garantido uma série de mudanças anti-neoliberais e de reforço da soberania nacional.

Porque não quis que o seu país fosse teatro das guerras imperialistas, também decidiu expulsar as bases militares da superpotência estrangeira do seu território.

Ora, quem demonstra tamanha audácia e nobreza política, sabe que pode esperar uma réplica a altura de quem depende da servidão de povos inteiros para manter vivos os jogos de dinheiro.

O Império, através da embaixadora Heather Hodges, duas organizações que promovem a "democracia" e muito dinheiro à mistura, foi comprando a lealdade de certos sectores das forças da polícia e da Força Aérea para garantir que tinha mãos que empunhassem as armas da "democracia" e foi adquirindo o "activismo cívico" de algumas organizações políticas (Participación Ciudadana e Pro-justicia), indígenas (CODEMPE, Pachakutik, a CONAIE, a Corporación Empresarial Indígena del Ecuador e a Fundación Qellkaj), movimentos estudantis e até partidos "comunistas" de raíz maoísta e hohxista, o Partido Comunista Marxista-Leninista do Ecuador e o Movimento Popular Democrático.

Utilizando a desculpa de
cortes nos «privilégios ilegítimos da polícia» o Império quis, qual dono de um cinema, repetir o trágico filme a que já assistimos demasiadas vezes: a deposição de um governo progressista e a sua troca por uma escumalhada militar, corporativa e empresarial munidos de um programa de extrema-direita com o intento de esmagar todas as conquistas pelas quais os trabalhadores lutaram.

O líder da oposição, o direitista Lúcio Gutierrez, já se preparava para tomar a governação do Equador pós-golpista.

Só que desta vez a história não teve o fim que o Império desejou.

O presidente Rafael Correa, mesmo convalescendo de uma intervenção médica, resistiu ao cobarde ataque e apelou ao exército e ao povo para proteger a «Constituição e a legalidade» e tanto um como o outro comportaram-se à altura das circunstâncias.

O exército rompeu o cerco policial e resgatou Correa do quartel, o povo saiu às ruas em protesto contra uma acção que sabiam ter intenções anti-populares e por um governo que reconhecem ter respondido a algumas das exigências do povo.

Nas fileiras de apoio a Correa, junto das massas, encontravam-se
militantes e activistas do Partido Comunista do Equador e da Juventude Comunista do Equador, com um espírito de resistência que só os verdadeiros comunistas demonstram nos momentos de maior aperto.

O golpe de estado falhou e redundou em intentona, tal como na Venezuela em 2002 e na Bolívia em 2008.

Fica a mensagem para o Império e os senhores do dinheiro.

A América Latina é cada vez menos o «quintal das traseiras» dos EUA e os povos deste sub-continente aproveitam o actual período histórico para fortalecer a sua soberania.

No entanto há que ressalvar que sendo positivos os processos políticos progressistas a decorrer em vários países latino-americanos, isso não apaga a necessidade da edificação de um regime socialista e da tomada do Estado pela classe trabalhadora de modo a garantir a vitória dos povos sobre a exploração capitalista e as ingerências do Imperialismo.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Quando se lembrarem de nós...


Já hoje ouvi falar em «geração perdida» e «geração esquecida» umas poucas vezes e agora que me recordo, desde o início da crise tenho ouvido estas expressões com frequência. A questão fica. Quando é que os jovens passam a merecer maior atenção do que um artigo ou dois num jornal da imprensa dominante, inflando a pseudo-intelectualice de algum jornalista com o seu adjectivar da juventude?

Entretanto ouvi a líder da Confederação Europeia de Sindicatos e da Organização Internacional do Trabalho falar de acordos entre trabalhadores e empregadores para criar mais emprego e um secretário de estado qualquer a promover o empreendedorismo.

Alguém com dois dedos de testa percebe que a juventude está tramada com esta cambada. Será que só se vão lembrar de nós quando caminharmos seguros do que queremos e o que quisermos não os envolver a eles nem ao sistema que representam?

terça-feira, 31 de agosto de 2010

A caminhar a largos passos



O aviso do camarada do PCV, Carolus Wimmer, sobre um golpe de estado oculto na administração estado-unidense mostra-nos que esta superpotência poderá estar a seguir o mesmo caminho dos regimes mais tenebrosos que se estabeleceram na História.

Quem estudar a implantação do nazismo na Alemanha, o fascismo na Itália ou no Japão irá reparar que os ingredientes para a formação destas ditaduras foram uma forte promiscuidade entre o aparelho militar, o complexo industrial e o Estado, mesclados num nacionalismo acérrimo acicatado por uma crise económico-financeira que espalhava a miséria pelo povo e fez tremer os interesses da Burguesia.

Ainda é cedo para saber para onde se dirige a América, mas o seu acentuado declínio como Império e o surgimento do movimento de extrema-direita Tea Party não augura nada de positivo, num país, que como vemos no vídeo, vemos o desemprego e as más condições de vida espalharem-se como um vírus necrosante.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Na "democrática" Espanha...



...durante a greve geral no País Basco.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

A mais abjecta falta de vergonha na cara

Pedro Passos Coelho promete! Um dia depois de ter feito um pacto de regime com Sócrates que cortava o valor do subsídio de desemprego e congelava todas as prestações sociais não contributivas, eis que o novo Infante do PSD vem pedir «paz social» aos sindicatos para ajudar os mais desprotegidos? Quê? Roubam o povo, rapinam os trabalhadores, metem os jovens na indigência para dar a economia aos ricos e submeter os trabalhadores aos capitalistas e pedem Paz Social? Paz Social?

Dêm-lhes esta paz!


domingo, 11 de abril de 2010

Passos Coelho (2)

"Privatizaram sua vida, seu trabalho, sua hora de amar e seu direito de pensar.
É da empresa privada o seu passo em frente,
seu pão e seu salário. E agora não contente querem
privatizar o conhecimento, a sabedoria,
o pensamento, que só à humanidade pertence
."

- Bertold Brecht

Passos Coelho (1)

«Privatiza-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatiza-se a água e o mar, privatize-se a justiça e a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E finalmente, para florão e remate de tanto privatizar, privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo...e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos».

- José Saramago

O que é Pedro Passos Coelho?

Numa das primeiras entrevistas à televisão do novo líder do PSD, quando ainda competia com Manuela Ferreira Leite e Santana Lopes, a jornalista Fátima Campos perguntou-lhe o que faria com a Caixa Geral de Depósitos, PPC afirmou peremptoriamente: «Privatizo-a». De seguida a entrevistadora questionou-lhe se iria regular os preços dos combustíveis quando estes subiam apesar do preço do petróleo estar a baixar e PPC respondeu: «Porquê? isso é um assunto da empresa, o Estado não tem nada a ver com isso».

É a continuação da rapina aos trabalhadores e consumidores como doutrina de Estado, com outra cara e uma voz de "barítono". Não há-de faltar dinheiro para a campanha eleitoral a este senhor.

quinta-feira, 25 de março de 2010

lol? - Balsemão convida Rangel para o Clube Bildeberg

«O fundador do PSD convidou Paulo Rangel para o encontro deste ano do grupo de reflexão de elite Bildergerg, soube o Económico.

O presidente da Impresa quer levar consigo Paulo Rangel, um dos quatro candidatos à liderança social-democrata, à reunião deste ano da sociedade 'secreta' Bilderberg, marcada para Junho.

Isto não significa, contudo, que Balsemão apoia o eurodeputado para suceder a Ferreira Leite na liderança do partido que ajudou a fundar.

Manuel Pinho, Aguiar-Branco, Santana Lopes, José Sócrates e Durão Barroso são outras personalidades portuguesas que já marcaram presença na conferência anual da Bilderberg, que reúne habitualmente a elite empresarial e política mundial
.»

Episódios da Vitória do Capitalismo



No Chile, o presidente direitista Sebastian Piñera, afirmou que poderá privatizar algumas empresas do Estado para financiar a reconstrução do país após o sismo.

Nas Honduras, um professor activista contra o golpe foi assassinado à frente dos seus alunos, em Tegucicalpa, com dezenas de disparos à queima-roupa.

Em Nova Iorque, 39 900 pessoas passam a noite em centros de acolhimento por não terem casa. Caso o Estado deste país avance com os cortes em centros para sem-abrigos, no valor de 104 milhões de euros, muitos dos desalojados terão de dormir na rua.

Na Itália, a força política xenófoba e racista, Lega Nord, espera obter bons resultados nas eleições regionais fora do seu feudo natural, o norte de Itália.

terça-feira, 16 de março de 2010

Free at last

Realiza-se hoje na capital da Letónia, Riga, o desfile anual de veteranos nazis (Waffen SS) que enfrentaram o exército soviético.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Frutos da cultura

As recentes notícias que nos chegam das escolas portuguesas, de agressão e violência cujo inglesismo "bullying" parece lavar o contexto semântico do acto, não são senão a "ponta do icebergue" de um clima que se tem instalado nas escolas desde à muito.

"O ensino publico é mau" ou o "desleixo dos pais" são as desculpas comuns para o mau ambiente das nossas escolas, mas escapa ao facto dominante na educação da nossa população infantil-juvenil. É a televisão o principal elemento de educação das crianças. É a televisão que aponta os modelos a seguir, as condutas a serem valorizadas e os valores a obedecer e as crianças estão expostas a muito mais do que desenhos animados.

A publicidade propagandeia a elegia do consumo e das personalidades descartáveis a cada nova remessa de produtos, espalhando o mito capitalista do successful bastard para justificar a crueldade entre pessoas e a existência de fracos e fortes, pobres e ricos.

É este sacerdote omni-presente que naturaliza, romantiza e promove a crueldade como mecanismo social. A disseminação dos actos de violência e ódio, nas escolas, locais públicos e privados são frutos de um cultura que ridiculariza a bondade para legitimar o ódio.

sexta-feira, 12 de março de 2010

A "tradição liberal e democrática"

Há uns dias li uma entrevista com o João Pereira Coutinho, blogger do Blasfémias, na qual declarou ser «aberrante» termos um Partido Comunista e que as corrupções não são impunes nos países de "tradição liberal e democrática".

Coloca-se a questão, que coisa maravilhosa é essa da "tradição liberal e democrática"que impede os abusos às liberdades?

A resposta parece vir da Inglaterra. Nick Clegg, líder do partido dos Liberais Democratas confessou a sua admiração pelas políticas de Thatcher quando esta esteve no executivo, em especial, a sua vitória sobre os sindicatos.

Que vitória, pergunto? Ora, estávamos na altura da guerra das Malvinas, conflito que garantia a popularidade e obediência suficiente da primeira-ministra para levar a cabo o seu projecto de privatizações, incluindo no sector mineiro. Os mineiros não foram no ritual de adulação da commander-in-chief e fizeram greves massivas.

Qual a resposta de Thatcher? 20 mil pessoas feridas nas manifestações pelas forças da autoridade e 11 300 grevistas e apoiantes processados judicialmente. Oh freedom! O resultado das políticas de Thatcher resultaram no despedimento de milhares de pessoas e no desbaratar do sector produtivo da Inglaterra.

A financeirização da economia resultou no crescimento da pobreza neste país, especialmente entre as crianças. Uma em cada quatro é pobre. Cerca de 3 milhões.

Qual a resposta dos Liberais Democratas para este desastre social? Cortar os gastos públicos a 100%. Ainda mais do que os conservadores de David Cameron propôem.

Can't you smell the freedom?

quinta-feira, 11 de março de 2010

É isto que me vem à cabeça...

...quando leio e ouço as críticas às greves, aqui e na Grécia, ou de quem se atreve a pensar para além das linhas de raciocínio desenhadas pelo "desígnio nacional". Negros tempos, aqueles que vivemos. E algo me diz que os vindouros serão ainda piores.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

O Estado dentro do Estado



As notícias que nos têm chegado da tentativa do governo PS de estabelecer um poder omnipotente nos órgãos de comunicação social revelam-nos mais uma faceta de um "polvo" que se vai revelando aos poucos, sem nunca aparecer na sua totalidade.

Os ataques à liberdade de imprensa por parte do PS, não são diferentes do silenciamento de Marcelo Rebelo de Sousa por Santana Lopes e das perseguições aos jornalistas no governo de Cavaco Silva.

Mas também não diferem dos lugares oferecidos aos "boys and girls" dos partidos que governaram Portugal nos últimos 33 anos, na Mota Engil, na PT, no BES e no BPN, nem das trafulhices dos submarinos, dos sobreiros e do Freeport.

Estes actos não são separados da acumulação de riqueza pelos grupos financeiros e da perda do poder de compra dos trabalhadores. Ou da proliferação das empresas de trabalho temporário, até a sua utilização pelo Estado, das benesses fiscais a quem paga o salário mínimo e dá um contrato de seis meses aos seus assalariados ou da expansão de um sistema de vigilância constante sobre os cidadãos.

É o natural resultado do domínio dos grupos económicos sob o sistema político português através dos seus comissários políticos: PS, PSD, CDS.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

"Teabaggers", fruto do Século 20

Ultimamente, um movimento direitista ultra-conservador estado-unidense, de seu nome «tea party», tem estado sobre os holofotes nos EUA. Arranjaram o nome da sublevação popular ocorrida em Boston, a 16 de Dezembro de 1773, quando colonos deste país atiraram carregamentos de chá ao mar, protestando contra a «taxação (de impostos) sem representação», levada a cabo pelo governo britânico em todo o seu território imperial.

Os "teabaggers", membros do movimento actual, juntam os lugares-comum do capitalismo, baixos impostos, pouca regulação estatal e cortes nas ajudas sociais coloridos com um ethos de responsabilidade pessoal, com o fanatismo do mais retrógado McCarthismo que vigorou no século 20 nos EUA.

O seu discurso ultra-nacionalista corporiza o ideal da nação determinada pela História e a sua missão de expandir os ideais políticos, económico e religiosos pelo resto do mundo. Ainda que a "liberdade" seja um dos seus grandes slogans, esta é, obviamente, circundada à liberdade capitalista de tudo comprar e de tudo vender, a liberdade do mais forte perante a horde de fracos.

Até aqui, nada de novo, que não se possa encontrar no republicano médio e mesmo em larga parte do Partido Democrata. Em que difere então os "teabaggers" de hoje, do resto do cenário político? Uma conjugação de factores que legitima o seu discurso. Os "teabaggers" são abertamente racistas.

É visível o desdém com que se referem à população afro-americana, mandando-lhes bocas como «não compreenderem porque votam pessoas que nem sabem soletrar "votar"». A exigência de testes cívicos que garantam o direito a votar lembra os mesmos existentes na lei de segregação racial até esta ser revogada nos anos sessenta. A presidência de Obama, um afro-americano, e a sua tentativa de impor um sistema de saúde alargado toca os pontos mais sensíveis da ideologia estado-unidense. Ainda que a proposta nada tenha a ver com um sistema nacional de saúde, parte dos americanos não lhe hesita em apelidar de «socialista», «marxista» e que tais. Ao ter no poder um afro-americano, os saudosos do regime segregacionista, de repente, ganharam o charme da rebeldia "anti-sistema". A xenofobia também ganha asas no novo "tea party" ao pedirem maiores restrições à imigração.

O facto mais deslocado de todo o movimento e que contribui para a sua posição extremada no espectro político é o de partir dos grupos das "teorias da conspiração" da Nova Ordem Mundial. Segundo o qual, o Capital aproximaria o mundo de um governo global concentracionário e ditatorial através da introdução aos poucos de crises e guerras que garantiriam a legitimidade das suas medidas. Se tudo isto tem um fundo de verdade e é um objectivo à muito desejado pela Burguesia internacional, o que surpreende é que haja alguém que realmente acredita que os maiores capitalistas a nível mundial queiram, segundo os "teabaggers", implantar o socialismo.

A sua influência já se fez notar com a eleição do senador Scott Brown no estado de Massachussets e a histeria que trazem ao debate sobre a reforma de saúde de Obama. O canal Fox News alimenta-os e já criou com eles uma relação simbiótica, sendo que uma das suas colaboradoras, Sarah Palin, é a candidata ideal dos ultra-conservadores.

Esta particular hipótese é facilmente posta de parte, mas não deixa de corresponder às reais movimentações do Capitalismo global de assegurar poder total em todo o mundo, desde a queda do único bloco que o desafiava seriamente, a Europa Socialista.

Os quadrantes sociais do «Tea Party» são vários, mas o perfil do seu membro médio, o branco de classe média, parece corresponder à crescente proletarização dos trabalhadores estado-unidenses, que já não poupa nenhum sector da população.

Kurt Grossweiler, historiador alemão que estudou a ascensão do Nazismo na Alemanha, afirmou que em certos momentos históricos, o «fascismo» atraía a pequena-burguesia e certas partes do proletariado.

Os "teabaggers", ainda que apelando contra um suposto "fascismo global" e um retorno ao estado original pristino do país, encarnam os valores da burguesia nacional, da superioridade da nação e até o racismo e a xenofobia seriam convenientes ao capitalismo estado-unidense.

Caso voltasse a realidade jurídica da segregação racial e se acicatasse a perseguição aos imigrantes, o patronato deste país poderia contar com uma porção de mão-de-obra altamente precarizada e disposta a tudo para manter uma qualidade mínima de vida.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Do Investimento do Estado

De acordo com uma reportagem do Público, o «investimento directo» do Estado caiu 70% em relação ao início da década, representando agora, apenas 1,6% do PIB, sendo que dessa percentagem, 0,6% provém de dinheiros comunitários.

Em contrapartida, as parcerias público-privadas proliferaram nos últimos anos e têm seguido um método universal, de custo para o Estado e benefício para a empresa privada. Desta forma, com o dinheiro dos impostos, hipotecou-se a sustentabilidade dos serviços públicos ao mesmo tempo que se criou uma classe de empresários dependentes dos negócios com o Estado.

Da situação de falta de receitas públicas, o Estado quer congelar os salários dos funcionários públicos enquanto Sócrates acaba de efectuar 1361 nomeações «em pouco mais de três meses».

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Da pátria da "Democracia"...

Os Estados Unidos da América é uma nação tão democrática que até o dinheiro tem vontade política. Quê? Bem, deixem-me explicar-vos, no último dia 23 o Supremo Tribunal estado-unidense levantou as restrições à quantidade de dinheiro que as empresas podem gastar em campanhas políticas.

A maior alteração das leis eleitorais nos EUA em meio século, justificou-se com a «liberdade de expressão», consequentemente o líder da bancada republicana na Câmara dos Representantes reclamou «uma vitória dos princípios constitucionais» e causou consternação a Obama. Um inquérito feito, mostra que 77% dos homens de negócios não acha que o actual presidente é suficientemente adepto da «livre empresa».

O poder do dinheiro na "democracia" estado-unidense pôde ver-se de igual modo com o aumento de dinheiro gasto pelo sector bancário para fazer lobby aos representantes políticos dos EUA. Os «oito maiores bancos» gastaram 18 milhões de dólares em 2009 para «influenciar decisões políticas», especialmente as ligadas às que limitavam e fiscalizavam «as instituições financeiras».

Luís Cabral, economista português sediado nos EUA, afirma que nos últimos anos se tem assistido à «captura do poder político pelo sistema financeiro».

O Estado Burguês em todo o seu esplendor.