domingo, 17 de maio de 2009


A Crise como meio de erigir um Estado totalitário global

“Enquanto a crise financeira e económica atinge o seu ponto máximo, os dirigentes políticos e as elites ocidentais tratam de inculcar na humanidade a ideia de que esta convulsão terminará por «converter o mundo em algo diferente». Apesar desta visão da «nova ordem mundial» continuar a ser vaga e difusa, a ideia principal é bastante clara: um só governo global, dizem, tem de ser estabelecido se não queremos que prevaleça o caos generalizado.”

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sexta-feira, 15 de maio de 2009



«Se tremes com cada injustiça, és um camarada meu!»
-Che Guevara

Nenhuma revolução ou transformação social se fez com um grupo isolado de pessoas, fechado à sociedade e alienado de outros grupos de contestação. A Revolução de Outubro não foi somente feita por comunistas, mas também por anarquistas, operários e campesinos descontentes com o método sanguinário da Democracia oligárquica de então. Já o Chile de Salvador Allende englobou socialistas, comunistas e progressistas na transformação democrática daquele país.

Porque os problemas de uma sociedade, especialmente a capitalista, são variados e são alvo de diferentes propostas de solução, importa aos que carregam na alma a causa revolucionária congregar os diferentes indivíduos que reivindicam um mundo melhor e estão dispostos a lutar por um objectivo comum de sociedade, de economia e de política.

Este blogue já por várias vezes fez ver que a luta por uma sociedade melhor e verdadeiramente democrática vai desde a acção directa dos cidadãos, aos protestos dos trabalhadores, mas também no voto. Não se pode ser cego e olhar para o espectro partidário afirmando, que são todos o mesmo, pois há quem seja parte do sistema e quem faça parte da História de um povo e o PCP, pelos 88 anos de defesa dos direitos do povo e dos trabalhadores de Portugal, consegue estar no sistema político português, não por politiquices e jogadas manhosas, mas pela disponibilidade revolucionária e desejo de utopia dos seus militantes, desde o funcionário ao voluntário.

Este blogue leva a luta ao voto nas Europeias e Vota CDU!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

"As raças não nos separam. Separa-nos a classe social. O imigrante é teu amigo. O teu inimigo é o capital."

"Querem dividir-nos e que nos odiemos para manterem a exploração. Lutemos irmãos de todas as raças. Lutemos contra a agressão."
-Sin Dios, retirado daqui.


Quando Berlusconi afirmou que uma Itália multi-étnica era uma ideia de esquerda, Dario Franceschini, deputado e líder do centro-esquerda italiano, rechaçou essas afirmações apontando que este é o «século das sociedades multi-étnicas» e que não seria a esquerda ou a direita a intrometer-se nessa transformação histórica do mundo pelos povos e classe trabalhadora mundial.

Apesar das minhas reservas relativamente ao centro-esquerda, demasiadas vezes muito mal mascarada de social democracia, a resposta de Franceschini a Berlusconi acerta no ponto, não só pela sua simplicidade, mas também pela análise política que se pode apreender daí: Um mundo globalizado e de fronteiras permeáveis resulta numa maior mobilidade humana entre países e continentes. Outra análise que se poderá fazer é que a multi-etnicidade não faz parte do discurso político. Não se pode abordar a gestão do que é público assumindo que as pessoas não se vão dar ou recorrer aos mesmos lugares de inserção da sociedade - emprego, habitação, saúde, ensino - devido à sua etnia. Porém, é possível criar divisão com base na etnia. E muito de ela tem servido ao Capital.

A promoção das questões raciais e étnicas resulta na identificação do indivíduo com um grupo com o qual partilha as mesmas características físicas, essa identificação, muito promovida pelos media, vai levar à quebra de consciência de classe, ou seja, os trabalhadores perdem a sua unidade identitária e de acção, que podem reverter em luta reivindicativa, para embarcar na ideia que certo indivíduo, por ser da mesma cor que ele, partilha as mesmas condições sociais que ele.

A divisão da classe trabalhadora sempre foi um objectivo da classe capitalista, pois na luta de classes com que a sociedade se depara desde o início da civilização, só a desunião dos trabalhadores permitiu à elite dominante garantir a sua posição de controlo na sociedade.

Religião, raça ou origem de um indivíduo são alguns dos instrumentos utilizados pelo Capital para dividir os trabalhadores e pô-los uns contra os outros.

Na Europa, esse espectro de uma época negra está a voltar, o esforço que as elites económicas e os políticos do sistema empreenderam para destruirem a capacidade de acção unida dos trabalhadores resultaram em movimentos sociais xenófobos e racistas e ao erguer de forças políticas com ideais iguais.

Só a restauração da solidariedade de classe e do ideal marxista de que os trabalhadores não têm pátria pode parar o ressurgir de fantasmas antigos.

sábado, 9 de maio de 2009



Dia 9 de Maio o regime Nazi conheceu a derrota às mãos da União Soviética. Embora estejamos habituados a aturar o velho e erróneo argumento de «que se não fossem os americanos estávamos a falar alemão», quem derrotou 2 terços da máquina de guerra nazi e viu a sua própria existência em perigo foi a União Soviética. 27 milhões de mortos, 2000 cidades devastados, cercos infernais ás cidades de Stalingrado e Leningrado e o território europeu devastado foi o preço que a União Soviética teve de pagar na 2ª Guerra Mundial. Da mesma maneira que a União Soviética foi um sonho levado a cabo por todo um povo e pela classe trabalhadora do antigo Império Russo, a vitória sobre o Nazismo foi também ela uma vitória de todo um povo. Trabalhadores,milicianos, soldados e partidários(partisan) de toda a terra soviética e comunistas de toda a Europa, puseram fim a um futuro tenebroso para o povo europeu e para o próprio mundo.

Pelos sacríficios que empreenderam em prol de toda a Humanidade, este blog deixa uma sentida homenagem aos heróis da 2ª Guerra Mundial. O seu sonho e amor a uma causa que libertará a Humanidade de todos os intrumentos e sistemas de opressão continuam nos corações de quem sonha por um mundo diferente.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

JOEIRA!
Até quando te calarás, povo?
Até quando te quedarás irresoluto?
Até quando te verei receoso?
Até quando serás ingénuo?
Até quando escutarás
os pregadores
que exploram
a tua inefável candura?
Mestres e guias infalíveis...?
Há-os de voz potente
e de botas ferradas;
há-os mais suaves,
até angélicos
e muito sábios...
Há os que usam,
com palavras demasiado escolhidas,
a tua língua.
Joeira, povo,
com uma peneira finíssima
e esfrega a pele
nos cardos que te rodeiam
até que a dor se torne insuportável,
até sentires a dor soar
como um clarim de combate.
- Félix Cucurull

-poema retirado do Cravo de Abril.

sábado, 2 de maio de 2009



«Sabem, como nós sabemos e o camarada Honório Novo denunciou na AR, que o off-shore da Madeira tem sido intocável para o PS; que o PS tem chumbado sucessivas propostas do PCP no sentido da transparência e informação dos vencimentos individuais dos administradores das empresas cotadas e outras; que o PS tem rejeitado propostas do PCP no sentido do reforço do quadro sancionatório do crime económico; que o PS rejeitou que as burlas e fraudes bancárias (que os casos do BCP e do BPN colocaram mais do que nunca na ordem do dia) passassem a ser punidas com prisão tal como o PCP propõe; que o PS tem rejeitado ao longo dos anos propostas do PCP no sentido da derrogação do sigilo bancário, no sentido da alteração da Lei Geral Tributária permitindo o acesso condicionado da Administração Fiscal às contas bancárias.






- texto retirado do www.odiario.info

sexta-feira, 1 de maio de 2009


Dia 1 de Maio. Dia do Trabalhador. Dia em que as angústias da classe trabalhadora se podem transformar num vislumbrar de um sonho. De um sonho sem injustiças. Sem miséria. Sem pobreza. Sem superiores e inferiores. Um sonho de igualdade e justiça.