quarta-feira, 17 de março de 2010

terça-feira, 16 de março de 2010

Não aceites o PEC!

Com muito tempo entre mãos e vontade de me distrair, aqui vos deixo este remake de uma imagem soviética. Agradecia que também postassem nos vossos blogues, caso gostem.

Free at last

Realiza-se hoje na capital da Letónia, Riga, o desfile anual de veteranos nazis (Waffen SS) que enfrentaram o exército soviético.

Admirável Mundo Novo

No Japão, foi inventado um mecanismo de reconhecimento pessoal que está a ser testado nos centros comerciais deste país. O sistema pretende adivinhar as idades e género dos consumidores de modo a adoptar melhor as estratégias publicitárias. O objectivo é usar informações pessoais dos consumidores para dirigir-lhes anúncios personalizados. Algo parecido com os ecrãs de publicidade do Minority Report.

O Next Generation Digital Signage está a ser usado em vários centros comerciais no Japão e ainda este ano irá ser testado nos EUA. Se tiver sucesso poderá ser distribuído internacionalmente.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Frutos da cultura

As recentes notícias que nos chegam das escolas portuguesas, de agressão e violência cujo inglesismo "bullying" parece lavar o contexto semântico do acto, não são senão a "ponta do icebergue" de um clima que se tem instalado nas escolas desde à muito.

"O ensino publico é mau" ou o "desleixo dos pais" são as desculpas comuns para o mau ambiente das nossas escolas, mas escapa ao facto dominante na educação da nossa população infantil-juvenil. É a televisão o principal elemento de educação das crianças. É a televisão que aponta os modelos a seguir, as condutas a serem valorizadas e os valores a obedecer e as crianças estão expostas a muito mais do que desenhos animados.

A publicidade propagandeia a elegia do consumo e das personalidades descartáveis a cada nova remessa de produtos, espalhando o mito capitalista do successful bastard para justificar a crueldade entre pessoas e a existência de fracos e fortes, pobres e ricos.

É este sacerdote omni-presente que naturaliza, romantiza e promove a crueldade como mecanismo social. A disseminação dos actos de violência e ódio, nas escolas, locais públicos e privados são frutos de um cultura que ridiculariza a bondade para legitimar o ódio.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Dialéctica

«Quando os agentes financeiros se constipam, são os operários que tossem»

A "tradição liberal e democrática"

Há uns dias li uma entrevista com o João Pereira Coutinho, blogger do Blasfémias, na qual declarou ser «aberrante» termos um Partido Comunista e que as corrupções não são impunes nos países de "tradição liberal e democrática".

Coloca-se a questão, que coisa maravilhosa é essa da "tradição liberal e democrática"que impede os abusos às liberdades?

A resposta parece vir da Inglaterra. Nick Clegg, líder do partido dos Liberais Democratas confessou a sua admiração pelas políticas de Thatcher quando esta esteve no executivo, em especial, a sua vitória sobre os sindicatos.

Que vitória, pergunto? Ora, estávamos na altura da guerra das Malvinas, conflito que garantia a popularidade e obediência suficiente da primeira-ministra para levar a cabo o seu projecto de privatizações, incluindo no sector mineiro. Os mineiros não foram no ritual de adulação da commander-in-chief e fizeram greves massivas.

Qual a resposta de Thatcher? 20 mil pessoas feridas nas manifestações pelas forças da autoridade e 11 300 grevistas e apoiantes processados judicialmente. Oh freedom! O resultado das políticas de Thatcher resultaram no despedimento de milhares de pessoas e no desbaratar do sector produtivo da Inglaterra.

A financeirização da economia resultou no crescimento da pobreza neste país, especialmente entre as crianças. Uma em cada quatro é pobre. Cerca de 3 milhões.

Qual a resposta dos Liberais Democratas para este desastre social? Cortar os gastos públicos a 100%. Ainda mais do que os conservadores de David Cameron propôem.

Can't you smell the freedom?