terça-feira, 29 de dezembro de 2009
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Soem as trompetas de guerra (pela quinta vez)
Após a invasão do Afeganistão para "erradicar o terrorismo", a patranha das Armas de Destruição Maciça que serviu de pretexto para a guerra no Iraque, o bombardeamento e transformação do Paquistão num palco de guerra e o ataque ocasional à Síria, eis que é a vez do Iemen, país no Sul do Médio Oriente, tornar-se o novo palco bélico dos EUA.
Com o pretexto de que a debilitação da estrutura da Al-Qaeda no Iraque e Afeganistão, este país tornou-se num novo cenário do "terrorismo islâmico", já que segundo as autoridades americanas, o atentado falhado no avião que faria a viagem Amsterdão-Detroit, foi planeado nos campos de treino da organização terrorista no Iémen.
O senador democrata e ultra-conservador, Joe Lieberman, já veio dizer à imprensa que o «Afeganistão é a guerra do presente, mas o Iémen pode ser a guerra do futuro». Entretanto, Obama já veio ordenar a revisão e o alargamento das medidas de segurança nos aeroportos.
Começa a fazer sentido a expansão das bases militares estado-unidenses a nível global, bem depois da queda da URSS. A predominância de governos pró-americanos permite que este país ataque militarmente e em impunidade as populações locais com o pretexto do nebuloso terrorismo.
Hoje a ameaça é o Médio Oriente e os muçulmanos. E amanhã?
O "dirty litlle secret" da UE
«Os países ricos da UE descobriram uma forma expedita de se verem livres dos refugiados que procuram matar a fome na Europa desenvolvida: enviam-nos para a Ucrânia, onde são encerrados em campos de refugiados, onde são desrespeitados os mais elementares Direitos do Homem!»
- no odiario.
domingo, 27 de dezembro de 2009
As raízes históricas da União Europeia
Um dos principais documentos que marcam o ano de 2009 foi a declaração da OSCE condenando e pondo no mesmo patamar o fascismo e o comunismo. Através deste texto, não só se abre alas para a deturpação histórica dos países socialistas da Europa de Leste e do papel fulcral da União Soviética na 2º Guerra Mundial, derrotanto o nazismo e a sua expansão, como à futura proibição dos partidos comunistas e operários na Europa.
Poder-se-à então dizer que as raízes históricas da União Europeia encontram-se nos derrubes dos regimes fascistas e "comunistas", perpetuando a versão burguesa da democracia dentro dos seus próprios limites territoriais. Ou será?
Na Roménia, a imagem do Marechal Ion Antonescu, fiel aliado de Hitler, foi reabilitada. De igual modo se processou a reabilitação de Miklós Horthy, nomeado como Regente da Hungria após se ter deposto a república socialista de Concelhos de trabalhadores deste país com um invasão romena. Horthy pôs-se do lado de Hitler na invasão à URSS e levou a cabo um programa político anti-semita.
Na Polónia, o regime forjado por Lech Walesa e seus comparsas negam pensões àqueles que lutaram contra a invasão da Alemanha Nazi e defendem o ditador fascista espanhol, Francisco Franco, no Parlamento Europeu. A juntar à "festa" temos os países do Báltico: Lituânia, Letónia e Estónia a render homenagem aos veteranos das Waffen SS, infantaria mecanizada do exército nazi, e a edificar-lhes monumentos.
Para compor o "ramalhete", fora da União Europeia mas ainda na Europa, o escritor Soljhenistsin - que chegou a pedir o bombardeamento de Portugal pelos EUA quando rebentou a Revolução - reclama a herança dos Vlassovitas, divisões militares nazis compostas por cidadãos soviéticos, que colaboraram no extermínio de judeus, comunistas, ciganos e homossexuais. Aqueles que Goebbels chamava de «Üntermensch» (humanos inferiores).
Na Ucrânia, as forças para-militares que lutaram ao lado dos Nazis são elevados a grandes patriotas e mártires da causa nacional e na Geórgia, citações de Hitler são utilizadas em anúncios televisivos do exército georgiano para motivar os jovens deste país a alistarem-se nas forças armadas e recuperarem as áreas perdidas no conflito com a Rússia, a Abecázia e a Ossétia do Sul.
Estas iniciativas ideológicas têm um curioso mecanismo. Ao mesmo tempo que se vilipendiam as principais personagens aliança fascista que começou a 2º Grande Guerra, Hitler e Mussolini, sob a capa do sentimento nacionalista e "democrático" exaltam-se aqueles que, menos célebres, lutaram ao lado de Hitler e executaram os seus desígnios. Esta é a natureza da União Europeia e as "democracias" saídas da queda do Muro. Só consigo acabar este post de uma maneira. Daquele que viveu na pele as atrocidades saídas do discurso do ódio, da superioridade e da indiferença generalizada.
Poder-se-à então dizer que as raízes históricas da União Europeia encontram-se nos derrubes dos regimes fascistas e "comunistas", perpetuando a versão burguesa da democracia dentro dos seus próprios limites territoriais. Ou será?
Na Roménia, a imagem do Marechal Ion Antonescu, fiel aliado de Hitler, foi reabilitada. De igual modo se processou a reabilitação de Miklós Horthy, nomeado como Regente da Hungria após se ter deposto a república socialista de Concelhos de trabalhadores deste país com um invasão romena. Horthy pôs-se do lado de Hitler na invasão à URSS e levou a cabo um programa político anti-semita.
Na Polónia, o regime forjado por Lech Walesa e seus comparsas negam pensões àqueles que lutaram contra a invasão da Alemanha Nazi e defendem o ditador fascista espanhol, Francisco Franco, no Parlamento Europeu. A juntar à "festa" temos os países do Báltico: Lituânia, Letónia e Estónia a render homenagem aos veteranos das Waffen SS, infantaria mecanizada do exército nazi, e a edificar-lhes monumentos.
Para compor o "ramalhete", fora da União Europeia mas ainda na Europa, o escritor Soljhenistsin - que chegou a pedir o bombardeamento de Portugal pelos EUA quando rebentou a Revolução - reclama a herança dos Vlassovitas, divisões militares nazis compostas por cidadãos soviéticos, que colaboraram no extermínio de judeus, comunistas, ciganos e homossexuais. Aqueles que Goebbels chamava de «Üntermensch» (humanos inferiores).
Na Ucrânia, as forças para-militares que lutaram ao lado dos Nazis são elevados a grandes patriotas e mártires da causa nacional e na Geórgia, citações de Hitler são utilizadas em anúncios televisivos do exército georgiano para motivar os jovens deste país a alistarem-se nas forças armadas e recuperarem as áreas perdidas no conflito com a Rússia, a Abecázia e a Ossétia do Sul.
Estas iniciativas ideológicas têm um curioso mecanismo. Ao mesmo tempo que se vilipendiam as principais personagens aliança fascista que começou a 2º Grande Guerra, Hitler e Mussolini, sob a capa do sentimento nacionalista e "democrático" exaltam-se aqueles que, menos célebres, lutaram ao lado de Hitler e executaram os seus desígnios. Esta é a natureza da União Europeia e as "democracias" saídas da queda do Muro. Só consigo acabar este post de uma maneira. Daquele que viveu na pele as atrocidades saídas do discurso do ódio, da superioridade e da indiferença generalizada.
CARTILHA DE GUERRA ALEMÃ (10)
(POR BAIXO DE UMA FOTOGRAFIA DE HITLER)
Isso que aí está, esteve quase a governar o mundo.
Mas os povos dominaram-no. No entanto
desejaria não ouvir o vosso triunfante canto:
o ventre donde isso saíu, ainda é fecundo.
Brecht
- poema retirado do Cravo de Abril e informações retiradas do Pravda-News e Civilizacion Socialista.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Natal
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Explicação de uma adulação
Existe um comportamento pavloviano espalhado e cultivado desde há muito em Portugal que passa pela aceitação apatetada de todas as "recomendações" e slogans vindos do estrangeiro. Seja o FMI, a OCDE, a OMC, a UE ou qualquer chefe de estado estrangeiro, todos estes têm mais legitimidade de ditar o futuro do país do que qualquer nacional.
É uma cultura que encontra prazer no protagonismo a todo o custo e no servilismo a quem nos refere "lá fora". O exemplo mais doentio deste comportamento encontro-o quando caiu a ponte em Entre-os-Rios e os telejornais portugueses apressaram-se transmitir a referência à tragédia pela CNN, BBC, etc.
Já Eça de Queiroz apontou nos Maias este lusitano feitio de adular e imitar tudo o que é moda no estrangeiro e esvaziar-mo-nos de espírito crítico para dar espaço a essa admiração. Nos media, mais uma vez, recordo-me quando Guterres vinha falar da situação complicada das contas públicas e da economia num tom pachorrento e pleno de lamúrias e logo enfartavam-nos com as declarações das instituições europeias e internacionais, com voz austera e firme, uma desautorização das figuras de Estado nacionais pelo estrangeiro, que conhecia as regras e não hesitava em aplicá-las. Os portugueses, caíram nesta armadilha psicológica como uma miúda do secundário.
Poucos são os que mandam os senhores da UE e da Economist para onde merecem. E até que isso aconteça, as diversas cliques estrangeiras, evangelistas do Mercado Livre, exercerão uma pressão psicológica sobre a opinião pública nacional, causando a secundarização de todas as vozes dissonantes às recomendações de fora, que mais são linhas orientadoras prestes a realizarem-se como decretos-lei.
grande jornalismo
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